Plantão Jamildo.com | Publicado em 29/01/2026, às 15h25
Conhecido por ser um partido de centro, com um pé em cada canoa - no governo Lula com três ministérios e no governo Tarcísio de Freitas com secretarias - o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu aval para que os governadores apoiem o candidato à presidência de sua preferência.
A fala do dirigente dá o aval para que haja a possibilidade de aliança entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira (29).
Segundo Kassab, não há impedimento legal para que a governadora, que disputará à reeleição em Pernambuco, compartilhe palanque com o petista, caso avalie politicamente conveniente.
Questionado sobre cenários em que candidatos do PSD possam apoiar nomes de outras legendas nos estados, Kassab não mencionou Raquel, mas deixou claro que a legislação eleitoral permite esse tipo de composição. Segundo ele, alianças desse tipo não configuram irregularidade do ponto de vista jurídico.
“A lei permite. Se o PT estiver apoiando Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, por exemplo, por que ele não vai no palanque do candidato petista, que tem o Lula como candidato e ele como candidato ao governo do estado? Isso não é ilegal”, afirmou Kassab, ao comentar hipóteses de alianças cruzadas entre partidos em disputas estaduais.
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) disse em entrevista, na última semana, que vai apoiar a reeleição do presidente Lula. Ele fez elogios ao governador Ratinho Junior do Paraná, um dos presidenciáveis do PSD, mas explicou que falou ao diretório nacional, no final do ano, que há uma possibilidade de um palanque único para Lula em Sergipe e que o próprio presidente Lula tratou do assunto com ele, pedindo seu apoio.
O PSD conta com três pré-candidatos à presidência, os governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite, do Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente, além do mais recente, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil e filiou-se à sigla de Kassab na última semana.
Diferente de Sergipe, Pernambuco tende a oferecer mais de um palanque ao candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. Como defende o grupo ligado ao deputado estadual João Paulo, aliado de Raquel, a ideia é que Lula tenha dois ou até três palanques no estado.
Além de João Campos, onde o PSB e o PT vivem um acordo nacional, e do PSD com essa aproximação da governadora com o Planalto, outro possível palanque é do pré-candidato ao estado do PSOL, Ivan Moraes.
A partir disso, gera especulação nos bastidores de que Lula não venha ao estado no primeiro turno, como aconteceu em 2022, quando não visitou nem o Ceará, nem a Paraíba, para não atrapalhar o entendimento com grupos locais.
Em 2006, Lula esteve em dois palanques no estado e, segundo Humberto Costa (PT) em entrevista ao PodJá - o podcast do Jamildo, para o postulante ao governo naquele ano contra Eduardo Campos (PSB), não é bom ter a imagem de Lula em mais de uma candidatura.