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Novo Datafolha vai medir reação de Lula e avanço de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

Jamildo Melo | Publicado em 12/10/2026, às 19h18

Lula e Flávio Bolsonaro: Novo Datafolha vai mostrar como evoluíram as intenções de voto após mudanças na campanha de Lula e declarações de apoio a Flávio Bolsonaro - Ricardo Stuckert/PR - Beto Barata/PL
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O instituto Datafolha inicia nesta terça-feira (13) uma nova rodada de entrevistas para medir as intenções de voto na disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento será realizado até quinta-feira (15), quando os resultados deverão ser divulgados à noite. Esta será a segunda pesquisa Datafolha do segundo turno das eleições de 2026.

Encomendada pela Folha de S.Paulo, a pesquisa prevê 2.520 entrevistas presenciais com eleitores de diferentes regiões do país.

O custo informado é de R$ 384,5 mil, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A nova rodada ocorre após uma semana de movimentações nas duas campanhas presidenciais, com mudanças na comunicação do presidente Lula e declarações de apoio ao candidato do PL.

Datafolha vai medir impacto de mudanças na campanha de Lula

Um dos principais pontos de atenção será a evolução das intenções de voto em Lula após os ajustes promovidos por sua campanha na semana passada.

A equipe do presidente passou por um processo de reorganização e buscou mudanças na estratégia de comunicação para o segundo turno.

A pesquisa poderá indicar se houve alteração nas intenções de voto nesse período, embora não seja possível atribuir eventuais oscilações exclusivamente às decisões da campanha.

O levantamento também permitirá comparar os resultados com a primeira pesquisa Datafolha realizada após o primeiro turno.

Flávio Bolsonaro recebeu novos apoios após primeiro turno

Do outro lado, Flávio Bolsonaro ampliou sua articulação política com lideranças de direita e partidos que participaram da disputa presidencial em 4 de outubro.

Entre os apoios anunciados está o do governador do Paraná, Ratinho Junior.

O candidato do PL também recebeu manifestações de apoio de outras lideranças da direita e de setores do Centrão, conforme o site Jamildo.com já relatou.

Politicamente, essas adesões representam uma tentativa de ampliar sua base de sustentação no segundo turno.

O novo Datafolha poderá mostrar se houve crescimento, estabilidade ou redução da vantagem de quatro pontos percentuais atribuída a Flávio Bolsonaro no levantamento anterior, conforme os números informados.

É importante observar que declarações de apoio de lideranças políticas não significam transferência automática de votos.

Pesquisa vai medir eleitores que ainda podem mudar de voto

Além da intenção de voto, o Datafolha pretende investigar o grau de consolidação das escolhas dos eleitores.

O questionário começa com uma pergunta espontânea, na qual o entrevistado informa em quem pretende votar sem receber uma lista de candidatos.

Na sequência, o pesquisador apresenta os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, além das alternativas de voto branco, nulo ou nenhum candidato.

Essa segunda pergunta corresponde à modalidade estimulada de intenção de voto.

O instituto também perguntará aos entrevistados os motivos de sua preferência eleitoral.

Outro ponto importante será identificar quantos eleitores já decidiram definitivamente seu voto e quantos admitem mudar de candidato até 25 de outubro.

A pesquisa também vai medir a rejeição aos dois presidenciáveis.

Esses indicadores ajudam a compreender a disputa para além dos percentuais de intenção de voto, especialmente em uma eleição na qual apenas dois candidatos permanecem concorrendo.

Avaliação do governo Lula e principais problemas do Brasil

O questionário inclui perguntas sobre a avaliação do governo federal e sobre os problemas considerados mais importantes pelos brasileiros.

Entre os temas apresentados estão saúde, habitação, inflação, educação, fome, salários, corrupção, economia, desemprego e segurança pública.

O levantamento permitirá observar quais assuntos aparecem com maior frequência nas respostas dos entrevistados.

Também será possível examinar a relação entre a avaliação da administração federal e as intenções de voto, sem presumir que uma variável determine necessariamente a outra.

Datafolha também vai perguntar sobre democracia e reeleição

A nova pesquisa não ficará restrita à disputa presidencial.

Os entrevistados serão questionados sobre a situação da democracia brasileira, com alternativas que vão desde a avaliação de que o país vive uma democracia plena até a percepção de que não existe democracia.

Outro tema será o modelo de mandato para presidentes e governadores.

O Datafolha apresentará três possibilidades: manutenção dos mandatos de quatro anos com direito à reeleição, mandatos de quatro anos sem reeleição ou mandatos de cinco anos sem possibilidade de recondução consecutiva.

As respostas poderão oferecer um retrato da opinião dos entrevistados sobre as regras do sistema político brasileiro.

Abstenção no segundo turno será outro indicador

Na parte final do questionário, o Datafolha vai investigar a disposição dos eleitores para comparecer às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Os entrevistados deverão informar se pretendem votar, se não pretendem comparecer ou se ainda não decidiram.

A pergunta ganha relevância porque a abstenção pode alterar o número de votos efetivamente depositados nas urnas.

Entretanto, a intenção declarada de comparecimento não corresponde necessariamente ao comportamento real do eleitor no dia da votação.

O instituto também perguntará se os entrevistados votaram no primeiro turno e em qual candidato.

Com esse conjunto de informações, a pesquisa deverá oferecer um novo retrato da disputa presidencial, da estabilidade das preferências eleitorais e das preocupações dos brasileiros a dez dias do segundo turno.

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