Otávio Gaudêncio | Publicado em 01/08/2026, às 08h20
O ex-prefeito de Petrolina e até então pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB), anunciou na manhã deste sábado (1) que não vai mais concorrer à Casa Alta do Congresso Nacional. O político publicou vídeo nas redes sociais e afirmou que a decisão foi tomada em reunião com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Ainda sem muitas definições quanto à chapa de Raquel, Miguel cravou Priscila Krause (PSD) novamente como vice. "Sempre defendi que o projeto prioritário é o projeto de eleição de Raquel e de Prisicila. Independentemente de quem fossem os candidatos escolhidos, a gente estaria ao lado dela", defendeu.
O político ainda afirmou que a decisão foi tomada em forma de não colocar a reeleição da governadora "em risco, sob nenhum tipo de ameaça ou qualquer forma de pressão". "Eu e ela chegamos nisso de bom tom", afirmou.
Miguel também reforçou o apoio do União Brasil à governadora e pediu para que correligionários, como prefeitos, deputados, pré-candidatos a deputado, vereadores e demais lideranças, continuassem o apoio a Raquel Lyra.
Na mesma data em que Miguel Coelho desiste da disputa ao Senado, o União Brasil e o Partido Progressistas, integrantes da federação União Progressista, realizam suas convenções partidárias.
Ambos líderes partidários, Miguel no União e Eduardo da Fonte no PP, buscavam a candidatura ao Senado na chapa majoritária de Raquel Lyra. No anúncio da convenção, os dois políticos chegaram a confirmar que colocariam seus nomes à disposição.
Com a desistência do ex-prefeito, Dudu da Fonte tem caminho livre na federação como único pré-candidato ao Senado, mas ainda disputa vaga com nomes do partido de Raquel, como Fernando Dueire e Túlio Gadêlha.
A convenção do PSD vai acontecer neste domingo (2) e a da União-Progressista na data limite do calendário eleitoral, a quinta-feira (5).
No primeiro trimestre deste ano, Miguel Coelho estava como aliado do então prefeito de Recife e agora pré-candidato a governador, João Campos (PSB), comparecendo a agendas junto a outros nomes com intenções de disputar as duas vagas de senador, como Silvio Costa Filho (Republicanos), Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Fontes de bastidores afirmam que João Campos teria tentado permanecer com o quadro do União Brasil até o último instante, mas a expressividade da ex-petista com o público eleitor fez com que o socialista a escolhesse, além do nome de Humberto como pivô da aliança com o PT do presidente Lula, uma das principais pautas de João nesta disputa.
Silvinho ainda conseguiu encaixar seu irmão Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice na Frente Popular. Assim, no dia 13 de março, Miguel anunciou sua pré-candidatura e o apoio do União Brasil a Raquel Lyra.
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