Lula diz que Brasil não será “colônia de ninguém” em discurso de 7 de Setembro

Plantão Jamildo.com | Publicado em 07/09/2026, às 06h16 - Atualizado às 06h18

Terceira via está dividida - Ricardo Stuckert/PR
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Na véspera do 7 de Setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a soberania brasileira e fez críticas indiretas à política comercial dos Estados Unidos durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. A fala, transmitida na noite deste domingo (6), ocorreu em meio ao aumento das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.

Com duração de cerca de três minutos, o discurso teve como um dos principais temas a defesa da autonomia do Brasil diante de interesses estrangeiros. Lula afirmou que o país não deve se submeter a outras nações e associou a independência brasileira à defesa da soberania e da democracia.

"Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil, novamente, em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém", declarou o presidente.

A soberania nacional passou a ocupar espaço recorrente na estratégia política de Lula diante do novo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano. No pronunciamento, o presidente afirmou que "defender a independência do Brasil é defender a nossa soberania e a nossa democracia" e disse que "mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso".

Recursos naturais e livre comércio

Ao tratar das riquezas brasileiras, Lula mencionou as reservas de terras raras, o marco legal para minerais críticos, o petróleo identificado na Margem Equatorial e a disponibilidade de água doce no país. Segundo o presidente, esses recursos devem ser utilizados em benefício da população brasileira e contribuir para o desenvolvimento tecnológico, a geração de riqueza e a criação de empregos.

"Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros", afirmou.

O presidente também defendeu o livre comércio e declarou que governos de outros países não devem determinar com quem o Brasil pode estabelecer relações comerciais. A fala foi mais um recado direcionado aos Estados Unidos, embora Lula não tenha citado diretamente Donald Trump nesse trecho.

"Somos um País soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", disse.

Lula ainda mencionou a Amazônia, a diversidade cultural brasileira e a transição energética como elementos de "orgulho" nacional. Ao final, pediu que "Deus continue abençoando o Brasil".

A autorização para o pronunciamento foi concedida na última sexta-feira pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques. Na decisão, o ministro considerou que havia "interesse público" na realização da manifestação.

A legislação eleitoral, em regra, proíbe a publicidade institucional promovida por agentes públicos nos três meses que antecedem as eleições.

Lula EUA 7 de setembro

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