Cynara Maíra | Publicado em 22/04/2026, às 10h31 - Atualizado às 11h06
Após a repercussão dos aumentos dos casos de feminicídio em todo Brasil, a vereadora Liana Cirne (PT) enviou para Câmara do Recife um projeto de lei que prevê que a prevenção ao machismo e estudos sobre a equidade de gênero entrem nos currículos da rede municipal de ensino do Recife.
O Projeto de Lei nº 80/2026 foca na rede pública e privada da capital, estabelecendo que, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental, os estudantes tenham acesso a conteúdos transversais que abordem o respeito às mulheres, a construção de masculinidades saudáveis e os impactos da violência de gênero.
De acordo com o texto da parlamentar, a ideia não é sobrecarregar a grade horária com uma nova disciplina, mas sim integrar os temas às matérias já existentes. Os principais eixos do projeto são:
Combate Direto: Enfrentamento à misoginia, ao machismo e à violência de gênero.
Ambiente Digital: Conscientização sobre a propagação de conteúdos tóxicos em redes sociais.
Masculinidade: Pensamento crítico sobre a construção de masculinidades não violentas.
Direitos Humanos: Promoção da igualdade entre homens e mulheres e respeito à diversidade.
“Educação também é prevenção. Precisamos formar uma geração que respeite as mulheres, compreenda limites e não reproduza práticas de violência”, afirma Liana Cirne.
A vereadora também propõe a formação continuada de professores e gestores escolares pela Secretaria de Educação do Recife. Liana sugere que a Prefeitura do Recife elabore materiais didáticos técnico-cientifícios sobre o tema para cada faixa etária
A proposta não surge no vácuo. O Brasil encerrou o ano de 2025 com o recorde de 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Pernambuco liderou o ranking de mortes por violência contra a mulher em 2025 entre os estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança.
Segundo Liana, a violência física seria apenas o estágio final de uma cultura que começa muito antes e que precisaria de incentivos para interromper o ciclo. “Ela [a violência] se constrói ao longo do tempo, nas piadas, nos comentários e nas mensagens disseminadas nas redes sociais”, pontua a parlamentar petista.
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