Plantão Jamildo.com | Publicado em 11/09/2026, às 14h13
A saúde pública de Pernambuco foi tema de um dos principais embates entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) no debate da Rádio Cidade FM 99.7, nesta sexta-feira (11), em Caruaru. Candidata à reeleição, Raquel acusou o adversário de “faltar com a verdade” ao citar o fechamento de 1,2 mil leitos hospitalares durante a atual gestão. João, por sua vez, afirmou que o número é do Ministério da Saúde e cobrou uma resposta sobre a redução da oferta.
O confronto começou quando João questionou Raquel sobre os leitos e perguntou o que ela diria às famílias que dependem do atendimento na rede pública estadual. Segundo o candidato do PSB, 1,2 mil leitos foram fechados durante a gestão da governadora.
Raquel contestou a informação apresentada pelo adversário e afirmou que os leitos mencionados estavam vinculados ao atendimento de pacientes com Covid-19, cuja demanda diminuiu após a fase mais crítica da pandemia. “Os leitos fechados eram leitos Covid. E todo mundo sabe que depois da Covid precisava fechar leito. Agora a gente está entregando leito. Já entregamos 600 e chegaremos a mais de mil”, declarou.
A governadora também rebateu a avaliação de João sobre os investimentos estaduais na área. Raquel afirmou que encontrou uma rede de saúde com problemas estruturais e que o governo trabalha na recuperação dos 27 hospitais estaduais. “Ele falta com a verdade quando fala que a gente não está investindo na saúde, que não começou a trabalhar e que a gente simplesmente fez mais do mesmo”, afirmou.
Ao detalhar a situação encontrada pela administração, Raquel citou o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, e o Hospital da Restauração, no Recife. A candidata afirmou que as unidades apresentavam problemas de estrutura e manutenção. “A gente está trocando pneu do carro com o carro andando. No mesmo corredor onde passa a maca, passa o carrinho do pedreiro”, disse.
João voltou ao tema na réplica e afirmou que Raquel não havia respondido diretamente à pergunta sobre os 1,2 mil leitos. O candidato disse que o dado apresentado por ele teria como fonte o Ministério da Saúde. “Lamento que a candidata não tenha respondido por que fechou os 1.200 leitos. Isso é um fato, não é uma opinião, dito pelo Ministério da Saúde”, afirmou.
O candidato do PSB também comparou a situação da rede estadual com sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. Segundo João, no mesmo período em que Raquel governou Pernambuco, a administração municipal abriu 190 leitos. “Nesse mesmo período, enquanto eu estava na Prefeitura, nós abrimos 190 leitos a mais, com orçamento seis vezes menor”, declarou.
Na tréplica, Raquel questionou a comparação feita pelo adversário e direcionou críticas à rede municipal de saúde do Recife. A governadora citou a Policlínica Gouveia de Barros, que, segundo ela, está fechada há dois anos sem ter sido entregue. “Quem ouve o candidato falar pensa que a saúde pública do Recife é uma maravilha. Policlínica Gouveia de Barros fechada há dois anos sem ser entregue”, afirmou.
Raquel também voltou a relacionar João às gestões anteriores do PSB no Governo de Pernambuco. João foi chefe de gabinete do então governador Paulo Câmara (PSB). “Todo mundo sabe como recebemos a saúde pública. Do governo do PSB, do qual ele foi chefe de gabinete, e que não investiu um milhão de reais, dois milhões de reais em manutenção do Hospital da Restauração”, declarou.
Durante a resposta, Raquel citou ainda investimentos de R$ 130 milhões no Hospital da Restauração e afirmou que o Estado está construindo um novo hospital de trauma no Agreste. A candidata mencionou também a construção de quatro hospitais da Mulher e do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns.
Segundo Raquel, a previsão é que o Hospital Mestre Dominguinhos seja entregue em julho de 2027.
O debate da Rádio Cidade foi o primeiro confronto direto entre os candidatos ao Governo de Pernambuco nesta sexta-feira. Além de Raquel e João, Ivan Moraes (PSOL) participou do encontro.
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