Flávio Bolsonaro enfrenta resistência no Nordeste, onde maioria prefere Lula, aponta Quaest

Plantão Jamildo.com | Publicado em 04/05/2026, às 14h29

- Marcelo Camargo/Agência Brasil- Jefferson Rudy/Agência Senado
COMPARTILHE:

Ler resumo da notícia

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, enfrenta dificuldades para consolidar apoios políticos no Nordeste, especialmente em estados como Pernambuco, Bahia e Ceará, segundo dados da pesquisa Genial/Quaest. Nos três casos, não há maioria do eleitorado favorável a candidatos a governador alinhados ao bolsonarismo, o que reduz o espaço para a formação de palanques regionais consistentes.

Em sete unidades da federação onde houve rodada de pesquisa Quaest, o eleitorado opta majoritariamente por nomes independentes, enquanto em três — Bahia, Pernambuco e Ceará — predomina a preferência por candidatos alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos estados nordestinos incluídos na pesquisa, os números indicam vantagem para o campo lulista. Em Pernambuco, 47% dos entrevistados preferem um governador aliado a Lula, contra 30% que optam por independência e 17% por um nome ligado ao bolsonarismo.

No Ceará, o cenário é semelhante, com 43% para Lula, 34% independentes e 18% para Bolsonaro. Na Bahia, a diferença é ainda mais ampla: 47% para o campo lulista, 32% independentes e 16% para aliados de Flávio.

O quadro impacta diretamente a estratégia eleitoral no Nordeste, onde candidatos a governos estaduais avaliam os custos políticos de um eventual alinhamento.

A avaliação predominante é de que a associação ao bolsonarismo pode ampliar a rejeição, especialmente em uma região onde a esquerda tem obtido desempenho eleitoral consistente nos últimos pleitos.

João Campos e Raquel Lyra

João Campos e Raquel Lyra estão entre o presidente Lula no camarote do Galo da Madrugada - Reprodução TV Globo

 

Em Pernambuco, os principais nomes colocados na disputa pelo governo estadual — João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) — mantêm interlocução com o presidente Lula, sem sinalização de apoio ao projeto nacional do PL.

Enquanto João Campos cola na imagem do candidato do presidente, a governadora fala da boa relação institucional com Lula, apesar de alas do próprio Partido dos Trabalhadores defenderam o palanque duplo de Lula no estado.

O pré-candidato Ivan Moraes (PSOL) também se posiciona no campo lulista. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro tende a contar com apoio restrito, concentrado no pré-candidato ao Senado Anderson Ferreira (PL), sem a formação de uma chapa majoritária integrada.

A dinâmica das campanhas presidenciais depende da articulação com candidaturas estaduais, que funcionam como plataformas regionais de apoio e mobilização. Sem palanques competitivos em estados estratégicos, a projeção nacional de candidaturas tende a enfrentar limitações operacionais e políticas.

João Campos Lula Raquel Lyra Quaest Flávio Bolsonaro

Leia também

Oposição ameaça retomar governo da Bahia, no momento que Lula mais precisa de votos no NE


Governo Lula lança campanha pelo fim da escala de trabalho 6x1


Bolsonarista comemora redução de penas para presos do 8 de janeiro