Otávio Gaudêncio | Publicado em 06/10/2026, às 08h51
O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) deve receber, nesta terça-feira (6), apoio do então candidato ao pleito Ronaldo Caiado (PSD), para a disputa ao segundo turno presidencial. A agenda ocorrerá no município de Goiânia, capital de Goiás. A informação é do canal SBT News.
A declaração acontece no estado em que Caiado governou por dois mandatos consecutivos e obteve a maior taxa de aprovação (87%) de um governador no país. Mesmo com o possível endosso confirmado, o PSD ainda seguirá sem posicionamento oficial, de acordo com decisão do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
O PSD optou por seguir a dinâmica do primeiro turno, com as direções estaduais e quadros políticos livres para decisões. Em Pernambuco, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) também confirmou isenção no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula (PT).
Ainda de acordo com a apuração do SBT News, Caiado mostrará pontos em comum entre sua candidatura e a do bolsonarista, principalmente na área de segurança e inteligência artificial.
Ainda durante a pré-campanha, Caiado e Flávio demonstraram desavenças relacionadas ao não apoio da Federação União Progressista ao senador. O ex-governador foi quadro do União Brasil durante vários anos, antes de fusões e trocas de nomenclatura na legenda.
A richa entre as legendas e o presidenciável teria ocorrido, também, por conta de investigações do Banco Master, devido a Flávio não ter defendido o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, após revelações de relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente do PL nacional, Valdemar da Costa Neto, porém, afirmou ao Globonews que pretende buscar apoios na federação para garantir a eleição do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O então candidato Romeu Zema (Novo) foi o primeiro a declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro, na segunda-feira (5). "Não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro", disse.
Segundo Zema, a decisão foi baseada na vantagem conquistada pela direita no Senado Federal e na possibilidade de mover processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula e nem mais 4 ministros nomeados por Lula", afirmou.
Os dois nomes com mais votos nas urnas além de Flávio e Lula, Escritor Augusto Cury (Avante)e Renan Santos (Missão), comunicaram que não tomarão lado no segundo turno presidencial.
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno [...] Não quero responder nada em relação ao segundo turno", disse. O médico psiquiatra ainda falou que não autoriza pedidos de votos em seu nome e em nome do seu vice, Júlio Delgado (Avante).
Já Renan Santos deixou livre para que seu eleitorado tome a própria decisão. "Façam o que vocês quiserem. Quer votar em um, quer votar no outro? Fique à vontade [...] Não faz diferença alguma. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano, simplesmente porque isso não faz diferença", declarou.
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