Cynara Maíra | Publicado em 22/09/2026, às 08h55 - Atualizado às 09h56
Na segunda-feira (21) ocorreu o terceiro debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco. O programa na TV Guararapes passou por confrontos sobre a gestão passada, as casas de apostas e a polêmica envolvendo uma declaração da governadora Raquel Lyra (PSD).
Participaram do encontro a governadora e candidata à reeleição Raquel, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL).
O clima esquentou no primeiro bloco com perguntas sobre violência obstétrica e o vídeo em que Raquel sugeria a realização de uma laqueadura sem o consentimento de uma paciente.
Ivan Moraes cobrou explicações sobre relatórios de violência obstétrica devidos à Assembleia Legislativa. Raquel Lyra pediu desculpas pela declaração gravada em 2025. "Foi uma fala infeliz e por isso eu peço desculpas", afirmou a governadora. João Campos criticou a postura. "Em lugar nenhum do mundo, muito menos em Pernambuco, é terra de faz sem ela saber", declarou o socialista.
O confronto sobre a tributação das casas de apostas também dominou o bloco inicial. Raquel questionou João Campos sobre a redução de impostos para as bets no Recife. O prefeito respondeu que seguiu a regulamentação federal do governo do presidente Lula para ampliar a arrecadação municipal. "O presidente Lula regulamentou essa atividade no Brasil para que fosse cobrado imposto", disse João.
A governadora rebateu a justificativa e associou as apostas ao crime organizado. "Governar exige maturidade nas escolhas. Eu nunca escolhi incentivar a casa de aposta, até porque isso não é só um problema de saúde pública, é um problema de combate ao crime organizado", argumentou Raquel.
O debate abordou temas como a proposta de tarifa zero no transporte público apresentada por Ivan Moraes. "Eu vou botar ônibus de graça na Região Metropolitana do Recife, em Caruaru e em Petrolina", propôs o candidato do PSOL.
Na segurança pública, João Campos cobrou a entrega de delegacias da mulher construídas do zero pela atual gestão. Raquel respondeu com dados sobre o programa Juntos Pela Segurança e a contratação de oito mil policiais. "O que nós recebemos mesmo do governo do PSB foi um monte de delegacia fechada", retrucou a governadora.
A discussão financeira incluiu críticas aos aditivos nas obras da Orla de Boa Viagem e ao reajuste salarial da governadora. João Campos apontou que a obra municipal seguiu a lei e questionou os vencimentos de Raquel. A gestora defendeu a legalidade de sua remuneração e criticou a gestão municipal.
Ao final, os candidatos apresentaram suas propostas e considerações finais, focando nas áreas de saúde, educação e infraestrutura para o estado.