Concessão da Compesa é defendida por base de Raquel Lyra na Alepe

Plantão Jamildo.com | Publicado em 30/04/2026, às 16h33

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A assinatura do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), formalizada pela governadora Raquel Lyra (PSD), repercutiu entre deputados estaduais durante a reunião plenária da quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

O deputado Antônio Moraes (PSD) destacou o alcance da medida, que, segundo ele, deve beneficiar 151 municípios. O parlamentar explicou que parte dos recursos obtidos será repassada às prefeituras, enquanto a parcela destinada ao governo estadual será aplicada exclusivamente em ações de abastecimento hídrico, saneamento básico e perfuração de poços artesianos. Ele também mencionou a meta de ampliação da cobertura dos serviços. “Até 2033, o Estado deve alcançar pelo menos 90% das residências atendidas, conforme estabelece o Marco Legal do Saneamento”, afirmou.

Moraes também rebateu críticas à concessão e disse que a estrutura da companhia permanece sob controle público. “A Compesa vai continuar existindo. Não é verdade que a Compesa foi vendida. Toda a parte de adutoras, todas as barragens e estações de tratamento, tudo continua com o poder público. Agora, a distribuição foi concedida para que a gente possa chegar na maioria das casas dos pernambucanos”, declarou.

Na mesma linha, o deputado Jarbas Filho (PSD) avaliou que a formalização do contrato representa avanço na ampliação do acesso aos serviços. “Quem conhece o nosso Estado de perto sabe o que significa não ter água na torneira, sabe o que é acordar de madrugada para encher baldes, sabe o que é depender de carro-pipa, sabe o que é viver sob o medo constante de faltar o básico”, disse.

O deputado Renato Antunes (Novo) também comentou a iniciativa e classificou a concessão como uma política relevante na área hídrica. Durante o pronunciamento, ele associou a medida ao debate nacional sobre saneamento e fez referência ao posicionamento do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), quando este era deputado federal. “Entendo que água é para todos e não pode ser política do ‘eu contra tu’ como João Campos fez lá em Brasília quando votou contra o marco regulatório. Hoje, Pernambuco assinou a maior política hídrica da sua história”, afirmou.

A concessão dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário ocorre no contexto de adequação ao Marco Legal do Saneamento, que estabelece metas de universalização do acesso até 2033. O contrato foi assinado em cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.

Raquel Lyra alepe Compesa

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