Comissão de Ética da Câmara também instaura processo contra Chico Kiko sobre suposta ameaça a Eduardo Moura

Cynara Maíra | Publicado em 26/03/2026, às 07h25 - Atualizado às 08h22

Confira detalhes sobre a indicação - Reprodução TV CÂMARA
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O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Recife aprovou por unanimidade a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o vereador Chico Kiko (PSB) na quarta-feira (25).

O parlamentar responderá por uma suposta ameaça de morte proferida contra o vereador Eduardo Moura (Novo) nas dependências do Legislativo.

A decisão coloca os dois políticos como alvos simultâneos do colegiado. A ameaça de Chico Kiko teria ocorrido como retaliação a Eduardo Moura, que já é investigado pela mesma comissão desde o dia 11 de março por fazer um gesto de "chifres" na cabeça do socialista.

O presidente do Conselho e relator do novo caso, vereador Carlos Muniz (PSB), apresentou o parecer favorável à admissibilidade da denúncia de Moura.

Muniz justificou que o pedido atende aos requisitos formais mínimos para a instauração do processo, mas ressaltou que a aprovação inicial não emite juízo de valor sobre a conduta do colega de partido.

O vereador Felipe Alecrim (Novo) votou a favor da abertura da investigação e afirmou ter testemunhado a agressão verbal no plenário.

"Trata-se de um episódio que ultrapassa qualquer conceito de ética e decoro parlamentar. Uma ameaça de morte não pode ocorrer dentro desta Câmara", declarou Alecrim. O autor da denúncia, Eduardo Moura, cobrou celeridade na apuração para impedir novos atos de violência.

Para analisar o PAD contra Chico Kiko e definir possíveis punições, o Conselho formou uma subcomissão com os vereadores Tadeu Calheiros (MDB) na função de relator, Carlos Muniz como revisor e Zé Neto (PSB) como membro efetivo.

Eduardo Moura também passa por investigação na Câmara do Recife por suposta falta de decoro parlamentar. Chico Kiko entrou com o pedido na Comissão de Ética após Moura fazer o sinal de "chifre" em sua cabeça. 

Entenda o caso dos "chifres" e o inquérito policial

A desavença entre os dois parlamentares começou na sessão plenária do dia 10 de fevereiro. Imagens da transmissão oficial da Casa flagraram Eduardo Moura fazendo um gesto com os dedos, simulando chifres, logo atrás da cabeça de Chico Kiko enquanto o socialista aguardava para usar o microfone de apartes.

Após a repercussão negativa, Moura pediu desculpas públicas e alegou que o ato foi uma brincadeira visual direcionada a outro parlamentar, o governista Rinaldo Júnior (PSB), que estaria tentando cobri-lo com um celular.

Chico Kiko rejeitou a retratação, afirmou que a atitude ofendeu sua esposa e protocolou a primeira denúncia no Conselho de Ética. O colegiado aceitou a admissibilidade contra o vereador do Novo semanas antes da nova confusão, formando uma subcomissão relatada pela vereadora Natália de Menudo (PSB).

A briga também ultrapassou os limites políticos da Câmara do Recife. Chico Kiko registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Boa Viagem e a Polícia Civil de Pernambuco investiga Eduardo Moura por suposta injúria.

O inquérito policial chegou na 2ª Vara Criminal da Capital, no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última semana.

O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE) receberá os autos para avaliar a possibilidade de um acordo civil de conciliação ou o prosseguimento formal da ação penal contra o parlamentar do Partido Novo.

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