Carlos Sant'Anna afirma que senadores de Pernambuco falharam com Transnordestina e defende impeachment no STF

Cynara Maíra | Publicado em 19/09/2026, às 10h43 - Atualizado às 11h03

Carlos Sant'Anna, candidato ao Senado pelo partido Novo, é o último convidado do PodJá entre pleiteantes da vaga nesta eleição - Otávio Gaudêncio/Jamildo.com
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O candidato ao Senado pelo Partido Novo, Carlos Sant'Anna, afirmou que a bancada de Pernambuco em Brasília não agiu para evitar a exclusão do ramal estadual da ferrovia Transnordestina. No PodJá, podcast do portal Jamildo.com, o advogado tributarista cobrou a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e reforçou a dobradinha eleitoral com o deputado federal Mendonça Filho (PL).

Sant'Anna encerra o ciclo de conversas com os postulantes ao Senado. Na gravação, ele justificou a busca por um mandato de oito anos, mesmo sem ter disputado eleições anteriores, ao apontar a necessidade de representação do eleitorado conservador.

O episódio completo com Carlos Sant'Anna vai ao ar neste sábado, às 14h, no canal do Jamildo.com no YouTube. 

Cobrança aos senadores pela Transnordestina

Ao tratar do transporte ferroviário, Carlos Sant'Anna afirmou que a ferrovia é uma obra de Estado e criticou a postura dos atuais senadores pernambucanos diante da decisão que priorizou o ramal do Ceará no fim de 2022.

"O que eu preciso identificar é o que fez a bancada de Pernambuco, os senadores para manter o projeto e o ramal de Pernambuco? Tem algum pronunciamento? Tem alguma defesa? Tem algum requerimento? Questionamento ao Tribunal de Contas da União? ANTT? Não, não tem. Essas pessoas que dizem representar o interesse dos pernambucanos representam os interesses partidários. É Humberto Costa, Fernando Dueire e Teresa Leitão, os três senadores. Eu preciso cobrar de quem tem mandato e de quem estava no exercício do mandato", decla rou.

O candidato argumentou que o corte do ramal afeta a competitividade econômica do interior pernambucano, citando o Polo Gesseiro do Araripe, onde o frete rodoviário eleva os custos de distribuição para a capital.

Impeachment no STF e governança no Senado

Sant'Anna colocou a fiscalização sobre a Suprema Corte como prioridade caso seja eleito. Para o postulante, o Senado precisa retirar o poder de veto do presidente da Casa sobre a tramitação de denúncias contra magistrados.

"A abertura de processo de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal vai definir um divisor de águas, se a gente vai desmascarar a ditadura que existe no Brasil ou se a gente ainda é um Estado de direito. Eu tenho que ter uma regra que diz o seguinte, você represa os pedidos durante 30 dias, 40 dias, 60 dias. Se der esse tempo e você não pautar, esses requerimentos têm que entrar na ordem do dia da primeira sessão ordinária seguinte", propôs.

O candidato defendeu a saída de ministros do tribunal pela via do julgamento político no Legislativo, apontando nomes como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Ele também sustentou a anulação dos processos judiciais abertos após o 8 de Janeiro.

Dobradinha com Mendonça Filho e redução de emendas parlamentares

O representante do Novo explicou que a estratégia da direita em Pernambuco baseia-se na dobradinha com o deputado  Mendonça Filho (PL).

"Não há nenhum tipo de divergência ou de competição, muito pelo contrário, as nossas candidaturas [Carlos e Mendonça] eleitorais são complementares. A gente tem uma esquerda fragmentada em cinco candidaturas e a gente tem a direita unida em duas candidaturas que são exatamente dois votos", explicou.

Entre as propostas institucionais, Sant'Anna sugeriu a redução dos valores destinados às emendas parlamentares individuais, criticando a ampliação dos recursos geridos diretamente pelo Congresso Nacional em detrimento de ações do Executivo.

Mercado de trabalho e maioridade penal

O candidato manifestou restrições à proposta de encerramento da jornada na escala 6x1 sem a discussão prévia de custos de contratação e produtividade das empresas. Ele afirmou que o projeto precisa considerar o peso dos encargos trabalhistas sobre a formalização dos empregos.

Na área penal, Sant'Anna declarou voto favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes violentos, como homicídio, latrocínio e delitos sexuais. O advogado também propôs a ampliação do tempo máximo de internação em medidas socioeducativas, sugerindo elevar o teto atual de três para até sete anos para punir atos infracionais graves.

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