Bastidores: Lula cogitou levar Humberto Costa para o TCU durante montagem da chapa de João Campos

Plantão Jamildo.com | Publicado em 06/07/2026, às 14h45

O senador afirmou estar focado na reeleição do presidente - Ricardo Stuckert / PR
COMPARTILHE:

Ler resumo da notícia

Uma das alternativas que foram discutidas nos bastidores da formação da chapa majoritária da Frente Popular em Pernambuco envolveu a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar o senador Humberto Costa (PT) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A articulação, que acabou não avançando, fazia parte das tentativas de acomodar Miguel Coelho (União Brasil) durante as negociações para a disputa eleitoral no Estado.

Segundo relatos de bastidores, a eventual ida de Humberto Costa ao TCU abriria espaço para que o ex-prefeito de Petrolina fosse incorporado à chapa encabeçada pelo ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB).

A hipótese, no entanto, não prosperou. Humberto Costa permaneceu no cenário eleitoral e foi confirmado como candidato à reeleição ao Senado na composição da Frente Popular. Nos bastidores, a avaliação é de que Lula não teria condições políticas de convencer um dos principais aliados do PT em Pernambuco a deixar a vida eleitoral para assumir um cargo vitalício na Corte de Contas.

Com isso, a alternativa foi descartada e a vaga ao Senado permaneceu com o parlamentar petista.

Em maio, João Campos oficializou a composição da chapa majoritária ao anunciar Humberto Costa como candidato à reeleição ao Senado e a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) para a segunda vaga. O candidato a vice-governador é Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).

A definição ocorreu após uma rodada de reuniões em Brasília com dirigentes nacionais dos partidos que integram a aliança. João Campos se encontrou com os presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, e do PT, Edinho Silva, quando a composição foi sacramentada.

Antes da definição, Miguel Coelho era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa da Frente Popular. Entretanto, em fevereiro, o ex-prefeito de Petrolina, o pai e um dos irmãos passaram a ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Nos bastidores, o episódio foi apontado como um dos fatores que enfraqueceram sua permanência nas negociações para a vaga ao Senado.

As discussões também envolviam a situação de Marília Arraes. Em março, diante das especulações sobre mudanças na composição da chapa, a ex-deputada afirmou que sua candidatura ao Senado "não tinha volta atrás". Na ocasião, chegou a ser cogitada, inclusive, a possibilidade de disputar o cargo sem integrar uma aliança para o Governo do Estado.

Sem espaço na chapa da Frente Popular, Miguel Coelho acabou migrando para o lado governista da força. Ao lado de Raquel Lyra (PSD) nos eventos, Miguel passou a disputar a indicação para uma das vagas ao Senado, em um cenário também difícil. Neste, disputa espaço para a candidatura ao Senado com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

João Campos Lula humberto costa Eleições 2026