Plantão Jamildo.com | Publicado em 11/02/2026, às 13h47
Às vésperas de deixar o Ministério de Portos e Aeroportos para disputar uma vaga no Senado, o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) participa, nesta quarta-feira (11), do anúncio de um pacote de R$ 4,64 bilhões voltado à ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos em quatro estados. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e de representantes da concessionária Aena Brasil.
Os investimentos, financiados pelo BNDES, contemplam terminais em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. O principal eixo do projeto é a ampliação da capacidade operacional do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que deverá passar de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros por ano.
Também serão atendidos os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA); e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG). Segundo o governo federal, as intervenções buscam melhorar a infraestrutura e reforçar a conexão de polos produtivos do interior com os grandes centros urbanos. Todos os terminais são administrados pela concessionária espanhola Aena.
Durante o evento, Silvio Costa Filho afirmou que o governo federal está promovendo o “maior volume de investimentos da história da aviação brasileira em um período tão curto”. Ele comparou os aportes realizados nos últimos anos com gestões anteriores e destacou que, em três anos, os investimentos no setor superaram R$ 5 bilhões, com contratos que ultrapassam R$ 10 bilhões assinados.
O ministro também citou o crescimento no número de passageiros. Segundo ele, o país saiu de 97 milhões de viajantes em 2022 para 130 milhões em três anos. “Foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país”, afirmou.
Silvio defendeu a expansão da aviação regional e disse que o governo executa o “maior programa de aviação regional da história do Brasil”, com novos aeroportos no Norte e no Nordeste. Ele mencionou ainda a ampliação da participação de aeronaves da Embraer na malha aérea nacional. De acordo com o ministro, a meta é elevar a presença da fabricante brasileira de 12,5% para cerca de 25% nos próximos anos.
O titular da pasta também citou o volume de concessões em infraestrutura e afirmou que há mais de R$ 400 bilhões em contratos previstos entre 2025 e 2030, envolvendo portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo, gás e saneamento.
A agenda ocorre em meio à preparação de Silvio Costa Filho para deixar o cargo. Deputado federal licenciado pelo Republicanos, ele afirmou que a desincompatibilização deve ocorrer próximo ao prazo legal de abril, a fim de disputar o Senado nas eleições deste ano.
Nos bastidores, o ministro tem defendido o nome do atual secretário-executivo da pasta, Tomé Barros Monteiro de Franca, como possível sucessor. Tomé assumiu a função em agosto de 2025, após comandar a Secretaria Nacional de Aviação Civil, e tem trajetória na administração pública com passagens por diferentes níveis de governo e pelos três Poderes.
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