Partido do ministro Silvio Filho, consultou Justiça Eleitoral sobre candidato a governador ter mais de dois candidatos ao Senado apoiando candidatura
por Jamildo Melo
Publicado em 10/02/2026, às 08h00 - Atualizado às 08h10
O partido Republicanos apresentou consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de apoiar um candidato a governador e diferentes candidatos ao Senado, mas o processo não avançou.
Segundo apuração do Jamildo.com, o caso está parado na assessoria consultiva do TSE desde novembro de 2025, sem novos andamentos.
Pelas regras atuais, quem apoia um candidato a governador é obrigado a apoiar os dois candidatos ao Senado da mesma chapa.
A relatoria é da ministra Estela Aranha, e advogados lembram que, em 2022, o tema dividiu o tribunal por 4 a 3.
Uma eventual mudança de entendimento pode alterar o cenário eleitoral de 2026, inclusive em Pernambuco, abrindo espaço para “coligações cruzadas” ao Senado.
O processo de consulta do partido Republicanos, que perguntou à Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de partidos que apoiam um candidato a governador apoiarem diferentes candidatos a senador, não avançou.
O Jamildo.com apurou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e verificou que os autos continuam na Assessoria Consultiva do TSE, desde 25 de novembro, quando o processo foi protocolado pelos Republicanos, conforme revelou o Jamildo.com em primeira mão.
Ou seja, desde que foi iniciado, o processo não teve novos andamentos no TSE, segundo advogados que acompanham o caso.
O questionamento foi provocado em consulta formulada pelo diretório nacional do Republicanos, legenda do ministro pernambucano Silvio Costa Filho.
Advogados eleitorais lembram que questão já foi respondida pelo próprio TSE para as eleições de 2022.
Atualmente, o partido que coliga para apoiar um candidato a governador, obrigatoriamente tem que apoiar todos os candidatos a senador da chapa. Ou seja, nas eleições de 2026, mantidas as atuais regras, o partido que apoiar um candidato a governador tem que apoiar os dois candidatos a senador da chapa.
A relatoria agora é da ministra Estela Aranha.
Advogados lembram que, em 2022, o TSE ficou dividido sobre a questão, com um placar de 4x3. Agora, em 2026, a composição do tribunal eleitoral é outra, abrindo chance para a mudança de entendimento.
A resposta à consulta pode alterar o panorama eleitoral nos estados, inclusive em Pernambuco.
Atualmente, vários pré-candidatos disputam a indicação para as duas vagas de senador na provável chapa liderada pelo prefeito João Campos, em 2026. Os nomes lembrados são Humberto Costa, Marília Arraes, Miguel Coelho e Silvio Costa Filho - do partido consulente.
Dependendo da resposta da consulta, virtualmente João Campos poderá ter mais de dois candidatos ao Senado.
Os partidos que se coligarem para apoiar João Campos, por exemplo, poderão se dividir no apoio aos candidatos ao Senado. São as chamadas "coligações cruzadas".
1) É obrigatório aos partidos e federações coligados para o cargo de governador de estado X integrar a mesma coligação para os cargos de senador, em eleição na qual haverá a renovação de 2/3 do Senado Federal?
2) É permitido aos partidos e às federações coligados para o cargo de governador de estado X celebrar, entre si, uma ou mais coligações para o(s) cargo(s) de senador?
3) É permitido aos partidos e às federações coligados para o cargo de governador de estado X lançar, individualmente, candidato(s) para o(s) cargo(s) de senador?
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