Após negociação com professores, projeto de lei de reajuste dos servidores chega na Câmara

Cynara Maíra | Publicado em 23/03/2026, às 10h38 - Atualizado às 12h06

Câmara Municipal do Recife - DIVULGAÇÃO
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Após o prefeito João Campos (PSB) enviar na semana passada para Câmara do Recife o projeto de lei do Executivo sobre o reajuste dos servidores do município, diversos projetos de emendas já constam na tramitação nesta segunda-feira (23).

Já no início do expediente da Câmara, servidores estavam nas galerias do plenário para pressionar pelo projeto.

Em fala no pequeno expediente, o vereador Rinaldo Júnior (PSB) reconheceu o objetivo do grupo, mas afirmou que o processo precisaria seguir os trâmites e avaliações.

Os vereadores de oposição aproveitaram o grupo na galeria para citar que a necessidade de pressão dos servidores ocorreria por falta de respeito da prefeitura e dizer que não houve diálogo prévio com os trabalhadores.

O apelo governista por paciência

Como governista com histórico sindical, Rinaldo Júnior tentou acalmar os ânimos nas galerias.

Ele ressaltou que uma comissão de vereadores da base incluindo Luiz Eustáquio, Ana Lúcia, Tadeu Calheiros e Liana Cirne (todos do PSB ou PT) atua desde a última quarta-feira para costurar um acordo final com as secretarias de Finanças e Administração.

"A gente está na exaustão para sair com a vitória do trabalhador. Mas ela requer paciência. O projeto chegou na Câmara. A gente precisa exaurir todo o tempo que for necessário para que a vitória de todos os servidores de todas as funções seja concretizada", declarou Rinaldo.

Ele finalizou o discurso com uma indireta à oposição, pedindo que os servidores observem quem está ali para buscar a vitória da categoria e quem está presente "para uma conjuntura política para defender somente os seus mandatos". A declaração ocorreu após Eduardo Moura chamar o grupo para criticar João Campos. 

O acordo dos professores e o texto do projeto

O Projeto de Lei do Executivo nº 3/2026 tramita em regime de urgência, sem fixar um percentual único de reajuste para todo o funcionalismo, definindo novos valores absolutos de vencimento-base para a maioria dos cargos.

Para a categoria dos professores, a matéria mantém o acordo entre a prefeitura e o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino (Simpere) no dia 15 de março, após a categoria decretar estado de greve e paralisar. 

As novas tabelas do magistério garantem a aplicação do Piso Salarial Nacional,  um reajuste de 5,4% no vencimento-base a partir de maio de 2026.

O texto também formaliza a incorporação parcelada do abono de 3,27% (concedido em 2025) ao longo dos anos de 2027 e 2028, e eleva o Abono Educador para R$ 1.641,00.

O sindicato celebrou o acordo como uma vitória da mobilização, destacando também ganhos na ampliação da carga horária (garantia de 45 mil novas horas) e a promessa de regulamentação da aula-atividade até o final de julho.

Impactos em outras áreas

O PLE nº 3/2026 também altera a remuneração de diversas outras categorias da administração direta e indireta. Entre as principais atualizações previstas (com efeitos financeiros majoritariamente a partir de 1º de maio de 2026) estão:

A prefeitura atesta que as mudanças respeitam os limites de despesa com pessoal exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além do que já consta no texto original, os vereadores Felipe Alecrim (Novo), Liana Cirne (PT) e Cida Pedrosa (PCdoB) também propuseram emendas, são elas: 

Servidores Câmara do Recife PCR

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