Após assinatura com TCE, Governo de Pernambuco começa limpeza do Canal do Fragoso antes de destravar 2B

Cynara Maíra | Publicado em 17/04/2026, às 09h44 - Atualizado às 10h47

- Divulgação
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O Governo de Pernambuco e a Prefeitura de Olinda começaram na quarta-feira (15) a limpeza de 56 mil m² do Canal do Fragoso.

A intervenção ocorre menos de uma semana após a gestão de Raquel Lyra (PSD) assinar um Termo de Ajuste de Gestão (TAG) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para destravar o Trecho 2B da Via Metropolitana Norte, obra que se arrasta há 13 anos.

A limpeza atual foca na retirada de baronesas e vegetação que se acumula devido ao descarte irregular de esgoto e lixo doméstico na calha, esse processo ocorre anualmente. Equipes da Cehab utilizam escavadeiras hidráulicas enquanto trabalhadores da prefeitura realizam a remoção manual em balsas. A previsão é que o serviço dure 45 dias nos trechos entre Jardim Fragoso e Casa Caiada.

Todo o material retirado nesta semana, composto majoritariamente por baronesas alimentadas por nitrogênio e fósforo do esgoto clandestino, será enviado para um centro de tratamento de resíduos para virar adubo natural via compostagem.

Acordo com o TCE para evitar paralisação judicial

O impasse no Trecho 2B ocorria por dificuldades contratuais com a antiga executora. Para evitar uma disputa judicial prolongada, o Governo e o TCE utilizaram uma mesa de mediação para dividir o projeto em duas frentes. O objetivo é dar celeridade ao que é mais crítico para evitar alagamentos.

A estratégia definida no TAG estabelece que:

Segundo o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira, a solução garante que a obra não pare e mantém o cronograma de entrega total para dezembro de 2026. O TCE-PE, que acompanha o caso desde 2014, reforçou que continuará fiscalizando os valores dos aditivos.

Histórico de inundações e erros na execução

O Complexo do Canal do Fragoso soma investimentos de R$ 472 milhões. Iniciada em 2013, a obra já sofreu diversos atrasos e críticas de moradores que relatam o agravamento de cheias após intervenções parciais.

Em 2016, o Ministério Público chegou a apontar um erro técnico na execução pelo alargamento do canal começar pela seção intermediária, o que contraria práticas de engenharia que priorizam a limpeza e o revestimento a partir da foz (final do canal).

Atualmente, seis contratos estão ativos simultaneamente da PE-15 até a Ponte do Janga. Essa seria a principal obra de infraestrutura hídrica de Olinda e peça para o tráfego entre a cidade, Paulista e o Recife.

 

Olinda TCE

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