Cynara Maíra | Publicado em 30/07/2026, às 07h37 - Atualizado às 08h26
Na quarta-feira (29), o ex-prefeito do Recife, pré-candidato ao Governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, participou da convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que oficializou o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice do presidente Lula (PT).
Ao lado de Lula e Alckmin, João afirmou que vice-presidente é "o melhor nome do Brasil para ocupar a vice-presidência da República" e classificou o petista como "o maior presidente da história do Brasil". Campos também citou a relação de sua família com o presidente da República ao lembrar os compromissos entre Lula e seu bisavô, Miguel Arraes, e o pai, Eduardo Campos.
Ao justificar a vantagem da governadora Raquel Lyra (PSD) na pesquisa Quaest, João citou que a maioria dos eleitores pretende votar no candidato do presidente Lula, mas que 48% não sabem que seria ele esse nome.
O político também usou uma das estratégias que já foram delineadas para conquistar esse eleitorado ao vincular a gestão de Raquel ao bolsonarismo. "Foi construída uma estrutura de gabinete do ódio pra me atacar manhã, tarde e noite, aqui em Pernambuco, um modelo, um estilo bolsonarista de conduzir, que é o jeito que a turma aqui do governo do estado faz", declarou o ex-prefeito.
Aliados de João Campos já relataram que a ideia seria apostar na polarização para captar o eleitorado lulista, que é maioria em Pernambuco, e evitar o chamado voto "luquel", que conectaria Raquel com Lula.
Uma das táticas da governadora para reforçar essa dobradinha com o petista seria a inserção do deputado Túlio Gadelha (PSD) em sua chapa ao Senado e a aliança com nomes do PT, como o caso do presidente licenciado do PT Recife, Osmar Ricardo, que se licenciou para fazer campanha para Raquel Lyra
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