João Campos reage à Pesquisa Quaest e fala em potencial de crescimento a partir de aliança com Lula

João Campos citou que pai ganhou eleição aparecendo com 3% de intenções de votos inicialmente e fala sobre muitos não saberem que é o candidato de Lula

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 28/07/2026, às 11h56 - Atualizado às 12h31

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Foto: Edson Holanda

O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), minimizou a vantagem numérica da governadora Raquel Lyra (PSD) no levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (28).

Em entrevista ao vivo para Veja, o socialista classificou o cenário como de completo equilíbrio e projetou reação a partir do início oficial da campanha nas ruas.

"A eleição em Pernambuco mostra-se um cenário de completo equilíbrio, um equilíbrio da disputa, que é algo previsível, afinal de contas, a gente tem uma eleição disputando contra a reeleição de uma candidatura", afirmou o ex-prefeito.

Para rebater a oscilação nas pesquisas, o pré-candidato relembrou a trajetória do pai, o ex-governador Eduardo Campos. "Eu vi meu pai sair com 3% das intenções de votos numa pesquisa para o governo do Estado, vencer a eleição e ser o maior governador da história do Pernambuco", pontuou.

O socialista apontou a desconexão de parte do eleitorado do interior com a sua imagem em relação ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o principal fator para a margem atual.

"Mais de 50% dos eleitores não têm conhecimento que o presidente Lula me apoia pra eleição, e 47% das pessoas querem alguém aliado dele pra governar o estado", declarou.  João alegou que o início da propaganda eleitoral fará o movimento de virada.

Críticas à gestão estadual e acusações de ataques

Durante a entrevista, João Campos subiu o tom contra a gestão de Raquel Lyra e associou métodos da equipe governista ao bolsonarismo ao dizer que "Foi construída uma estrutura de gabinete do ódio pra me atacar manhã, tarde e noite, aqui em Pernambuco, um modelo, um estilo bolsonarista de conduzir, que é o jeito que a turma aqui do governo do estado faz".

O pré-candidato do PSB comparou o volume de obras que executou no Recife com as entregas do Governo do Estado. "Quando você olha as realizações, citando o caso de Pernambuco aqui, você não tem uma escola técnica construída, não tem um hospital, não tem uma policlínica, não tem um serviço de infraestrutura de grande porte feito", criticou o socialista.