Aliados de Eduardo da Fonte se empolgam com desempenho na Datafolha e reafirmam nome do deputado para o Senado

Plantão Jamildo.com | Publicado em 17/04/2026, às 16h03

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A divulgação da pesquisa Datafolha sobre a disputa ao Senado em Pernambuco provocou reação entre aliados do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que passaram a reforçar a defesa do nome do parlamentar para uma das vagas em 2026.

O levantamento, publicado na quinta-feira (16), mostra Dudu - como é chamado no meio político - com 17% das intenções de voto em dois dos quatro cenários testados, aparecendo atrás da ex-deputada Marília Arraes (PDT) e do senador Humberto Costa (PT), que lideram a corrida em todas as simulações.

No cenário A, Eduardo da Fonte aparece com 17%, enquanto no cenário C repete o mesmo percentual. Nos demais cenários, o deputado não é incluído. Já o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que disputa a vaga na federação União Progressista, registra 16% quando testado.

A leitura entre integrantes do grupo político de Eduardo da Fonte é de que o desempenho indica competitividade, mesmo sem o lançamento formal da pré-candidatura. O deputado estadual Cleiton Collins (PP) afirmou que o resultado reflete a atuação do parlamentar no estado. “O Datafolha confirma Eduardo da Fonte como o nome mais competitivo da Federação para o Senado”, declarou.

Na mesma linha, o deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) destacou a estrutura política construída pelo deputado federal. “Eduardo da Fonte, sem dúvida, é o nome mais competitivo da Federação para o Senado”, disse.

O vereador de Caruaru Anderson Correia (PP), que é pré-candidato a deputado estadual, também associou o desempenho nas pesquisas à atuação política do parlamentar. “Não é um crescimento por acaso, é resultado de muito trabalho, especialmente na área da saúde, ajudando hospitais e fortalecendo a oncologia”, afirmou.

A deputada estadual Roberta Arraes (PP) destacou a presença do deputado no interior e a atuação na área da saúde como fatores que, segundo ela, contribuem para o desempenho nas pesquisas. 

Já o deputado estadual Adalto Santos (PP) afirmou que Da Fonte chega à disputa com base política estruturada. “Eduardo reúne hoje a maior força política, com a maior bancada e uma base forte de prefeitos e lideranças em todo o estado”, avaliou.

Nos bastidores, aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) falam que o movimento é uma tentativa de retomada do espaço de Eduardo da Fonte na estrutura, após ter perdido Porto do Recife, Lafepe e Ceasa e de bônus ser o escolhido na definição da chapa majoritária, caso a Federação União Progressista siga com Raquel.

Para interlocutores é de que o desempenho nas pesquisas fortalece o argumento para que o deputado diante da disputa interna com Miguel Coelho - que deixou o grupo de João Campos (PSB) ao ser preterido por Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) - e há alguns dias cumpre a agenda lado a lado com a governadora. A segunda vaga na chapa majoritária, em tese, ainda está em aberto, mas os números da Datafolha são usados como trunfo nas negociações.

Manter a Federação União Progressista na órbita de Raquel Lyra também é importante pensando no tempo de propaganda de Rádio e TV, além das inserções partidárias. O grupo conta, segundo aliados, com 1 minuto e 44 segundos. Só o PSD de Raquel tem 43 segundos. O interlocutor conclui que, caso a governadora não feche com Dudu, teria que compor com o PL e Anderson Ferreira para ter visibilidade, perdendo o eleitorado mais a esquerda - majoritário no estado.

A única vaga ao Senado fechada, em tese, seria de Túlio Gadelha, recém-filiado ao PSD. O deputado federal servirá para atrair votos lulistas à Raquel Lyra.

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