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Alcolumbre agenda primeira votação da PEC do fim da Escala 6x1 para esta quarta-feira (14)

Otávio Gaudêncio | Publicado em 13/10/2026, às 09h56

Líder governista no Senado comanda articulação - Pedro Gontijo/Senado Federal
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a primeira votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da Escala 6x1 no Senado Federal para esta quarta-feira (14). 

Por se tratar de uma PEC, o projeto tem tramitação diferente na Casa, tendo que passar por cinco reuniões de discussão no Plenário e dois turnos de votação. Os parlamentares realizam a quarta sessão de discussão ainda nesta terça-feira (13), às 14h, e a quinta e última na quarta-feira.  

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), articula requerimento com parlamentares para viabilizar calendário especial para apreciação da pauta. O Senado Federal prevê três sessões de discussão da proposta entre os turnos de votação, mas uma possível aprovação de requerimento no Plenário viabilizaria os dois turnos de votação no mesmo dia. 

Para enviar o documento à Mesa Diretora, a base governista precisa da assinatura de 54 parlamentares, ou da concordância de líderes de bancadas com representações equivalentes. Alcolumbre já sinalizou que pautará o requerimento no Plenário assim que for enviado.

6x1 e disputa presidencial

A agilidade na votação da matéria é entendida por parlamentares de oposição como um possível ato em favor do presidente Lula (PT), que disputará o segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no dia 25 de outubro. 

O petista utiliza a pauta como palanque de autopromoção e de críticas ao candidato do PL, que já mostrou discordâncias sobre a matéria, ao propor normas que deem mais liberdade para negociações entre funcionário e patrão. 

O que diz a PEC

A proposta determina a troca da escala de seis dias de trabalho e um de folga para dois dias de descanso e cinco de trabalho.

A mudança também ocorreria sobre o número de horas semanais na jornada trabalhista. Dois meses após a promulgação da emenda constitucional, o máximo de horas permitidas na semana seria de 42 horas, e já com dois dias de descanso. A redução final para 40 horas aconteceria a partir de um ano e dois meses da promulgação. 

Caso o texto do projeto sofra alguma emenda durante as votações, a PEC retorna à Câmara dos Deputados. 

Senado Alcolumbre 6x1

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