Plantão Jamildo.com | Publicado em 15/09/2026, às 13h20
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta terça-feira (15) o colega André Mendonça de conduzir com viés “político-eleitoral” o caso relacionado ao relatório da Polícia Federal (PF) sobre o ministro Alexandre de Moraes.
A declaração provocou um confronto entre os dois ministros durante a sessão. Mendonça interrompeu a manifestação de Gilmar e classificou a fala como “leviana”. Em seguida, os integrantes da Corte passaram a trocar acusações no plenário.
Ao criticar a condução do caso, Gilmar afirmou que a questão central não seria definir se um determinado ministro deveria ou não ser investigado, mas discutir os critérios utilizados na persecução penal. “A pergunta não é saber se esse ou aquele ministro deve ser investigado. A pergunta é se continuaremos a admitir que o rigor da persecução penal seja distribuído conforme a identidade do investigador”, declarou.
Na sequência, o decano afirmou identificar um “inequívoco viés político-eleitoral” na condução do episódio. Gilmar também relacionou a escolha do 7 de Setembro ao momento em que o caso foi tratado. “O senhor está sendo leviano”, rebateu Mendonça.
Gilmar pediu que o colega ouvisse sua argumentação e voltou a sustentar que houve motivação político-eleitoral na escolha da data. “Evidente condução político-eleitoral a escolha do 7 de Setembro. Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso”, afirmou o decano.
Mendonça respondeu que Gilmar não deveria fazer acusações diretamente contra ele e pediu respeito ao tribunal. “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite esse tribunal”, disse Mendonça.
Gilmar encerrou o embate com outra crítica ao colega: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.
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