Superintendente da Caixa projeta R$ 8 bi em crédito e vê "batalha" positiva entre Estado e Recife por habitação

Cynara Maíra | Publicado em 29/11/2025, às 07h28 - Atualizado às 07h42

Marcelo Maia, superintendente de rede da Caixa em Pernambuco, é o convidado do PodJá desta semana. Marcelo debate o crescimento de projetos em habitação em Pernambuco - Reprodução
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A disputa administrativa entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife para entregar unidades habitacionais gerou um efeito colateral positivo na economia de Pernambuco.

O diagnóstico é de Marcelo Maia, superintendente da Caixa Econômica Federal no estado, convidado desta semana do PodJá — O Podcast do Jamildo.

Em entrevista ao jornalista Jamildo Melo, Maia revelou que a instituição financeira deve fechar 2025 com cerca de R$ 8 bilhões em crédito imobiliário concedido, superando os R$ 7 bilhões de 2024 e os R$ 5 bilhões de 2023.

O programa completo vai ao ar neste sábado (29), às 14h, no canal do YouTube do Jamildo.com.

A "Guerra" da Habitação

Segundo o superintendente, o estado vive um momento especial no setor, impulsionado tanto pela retomada do Minha Casa, Minha Vida pelo Governo Federal quanto pelas iniciativas locais. 

Questionado se existe uma "guerra" entre a gestão de Raquel Lyra (PSD) e a de João Campos (PSB) para ver quem entrega mais chaves, Marcelo Maia classificou o cenário como uma competição saudável.

"Eu não sei se guerra, mas acho que as iniciativas, elas são bem sucedidas de ambos os lados. [...] Quem quiser fazer mais é bom para a população", afirmou Maia.

O gestor destacou dois motores principais para esse crescimento local:

  1. Doação de Terrenos: Tanto o Estado quanto a Prefeitura têm doado terrenos públicos (incluindo áreas da União via SPU) para viabilizar empreendimentos do Faixa 1.

  2. Subsídio de Entrada: Marcelo cita o programa Morar Bem, do Governo do Estado, que garante até R$ 20 mil para a entrada do imóvel,  como uma referência nacional que destravou o mercado para famílias que não conseguiam poupar.

O fim dos habitacionais isolados

Maia explicou uma mudança crucial nas regras do novo Minha Casa, Minha Vida Faixa 1 (para a população mais vulnerável). O governo agora paga um adicional de 10% no valor do imóvel para construtoras que escolherem terrenos inseridos na malha urbana, próximos a escolas, postos de saúde e transporte.

A ideia seria acabar com a ideia presente em antigos conjuntos habitacionais, que eram construídos em locais remotos, que se tornavam um "abacaxi" para as prefeituras, que precisavam levar infraestrutura do zero para áreas isoladas.

Retrofit no Recife Antigo

O superintendente também adiantou que o Recife está na vanguarda do uso de prédios antigos para moradia popular. A Caixa lançou uma linha de financiamento específica para retrofit (reforma de edifícios existentes) e já analisa projetos para o centro da capital pernambucana.

"Se a gente quiser fazer um retrofit de Avenida Boa Viagem financiado pela Caixa, a construtora tem crédito. Se a gente quiser fazer um retrofit em qualquer lugar da cidade, voltado à habitação social, a gente tem linha de crédito", garantiu Maia.

Trabalhador informal pode financiar

Durante a conversa, o superintendente esclareceu uma dúvida comum sobre a comprovação de renda para trabalhadores informais, como motoristas de aplicativo.

Segundo ele, a movimentação bancária, extratos de Pix e pagamentos de contas (aluguel, energia) servem como "caracterização de renda" para aprovar o financiamento.

PodJá hoje às 14h

O episódio completo do PodJá com Marcelo Maia aborda ainda os números do déficit habitacional, a polêmica dos terrenos de marinha e as metas da Caixa para 2026.

Para assistir o vídeo completo é só acessar o canal do Youtube do Jamildo.com neste sábado às 14h. 

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