Síndrome do impostor atinge 75% das executivas e trava ascensão profissional

Ana Luiza Melo | Publicado em 28/08/2025, às 15h26 - Atualizado às 15h39

Chamada síndrome do impostor é a sensação de não ser boa o suficiente ou de estar em débito com a própria entrega. - Foto: Reprodução da Internet
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Uma pesquisa da KPMG revela que três em cada quatro executivas já experimentaram a chamada síndrome do impostor, aquela sensação de não ser boa o suficiente ou de estar em débito com a própria entrega. Esse sentimento, comum em diferentes áreas, pode travar a visibilidade de profissionais e dificultar sua ascensão.

Para Monize Oliveira, Head de Comunicação e Marketing do Infojobs, o site de empregos mais usado do Brasil, o reconhecimento no ambiente corporativo não acontece por acaso. “Quem não se mostra, muitas vezes, passa despercebido, mesmo gerando grandes impactos”, afirma.

Segundo a executiva, pequenas atitudes podem transformar a forma como colegas e líderes percebem o trabalho. Entre elas, estão compartilhar aprendizados após a conclusão de projetos, valorizar a colaboração da equipe e buscar feedbacks de forma aberta.

Gerar visibilidade sobre o seu trabalho não é autopromoção, é posicionamento. Existe uma diferença clara entre alimentar o ego e comunicar, de forma estratégica, o valor que você entrega para a companhia”, explica Monize.

A especialista lembra que, para muitas mulheres, a dificuldade em se posicionar está ligada justamente à insegurança ou ao medo de parecer arrogante. Nesse cenário, a síndrome do impostor amplia o desafio.

Como ganhar visibilidade sem soar arrogante

Monize explica que existe um equilíbrio entre visibilidade e vaidade. A chave está na intenção e no contexto: “Quando você compartilha conquistas com o propósito de engajar, inspirar ou contribuir com o time, a percepção muda. Desenvolver essa mentalidade torna o processo mais natural, mesmo diante do desconforto inicial”.

Entre as recomendações da especialista estão:

Relações também pesam na balança

Além de comunicar conquistas, construir relações sólidas dentro da empresa é outro passo decisivo. “Relacionamentos genuínos contribuem para a reputação. E uma reputação positiva abre portas que a performance sozinha, às vezes, não consegue escancarar”, resume Monize.

No fim, a mensagem é direta: entregar resultados é essencial, mas se tornar visível pode ser determinante para crescer na carreira.

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