Jamildo Melo | Publicado em 05/08/2026, às 08h54 - Atualizado às 09h08
Em relação à reportagem publicada no portal Jamildo.com no último dia 30/07 (MPF abre procedimento sobre obra no Porto do Recife), sobre a obra de dragagem que está sendo realizada no canal de acesso, bacia de evolução e berços de atracação do Porto do Recife, a administração portuária apresentou uma série de esclarecimentos. Veja os pontos da nota abaixo.
As atividades de dragagem estão sendo executadas em total e completa conformidade com a autorização ambiental emitida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que estabelece condicionantes específicas voltadas à minimização dos impactos sobre a dinâmica hidrossedimentar (maneira como os sedimentos se movimentam na própria dragagem e no descarte) do estuário.
As obras da primeira fase da dragagem tiveram início no mês de junho de 2026 e, atualmente, seguem normalmente o cronograma de atividades e até o último dia 31 de julho foram executados 43,79% dos serviços previstos para essa etapa, mantendo-se o cronograma físico-financeiro originalmente estabelecido, sem alterações.
O projeto de dragagem executado pelo Porto do Recife conta com programas modernos de monitoramento ambiental que acompanham, de forma contínua e eficiente, todos os parâmetros relacionados à qualidade da água, à turbidez e às condições gerais do corpo hídrico (neste caso, águas costeiras), permitindo identificar imediatamente quaisquer alterações e mitigar eventuais mudanças decorrentes da execução das atividades.
Quanto ao material proveniente das atividades de dragagem (sedimentos em geral), é totalmente descartado em área tecnicamente definida pelas equipes técnicas e devidamente autorizada pela CPRH, órgão ambiental responsável pelo licenciamento do empreendimento, atendendo todos os critérios técnicos e ambientais estabelecidos e exigidos para essa finalidade.
Além disso, também são realizados constantemente monitoramentos de ventos e de correntes marítimas, cujo objetivo é acompanhar a direção e o comportamento da pluma de sedimentos (massa de partículas de terra, lama ou areia em suspensão que se move pela água) gerada durante as atividades de dragagem.
Esse acompanhamento permite avaliar possíveis interferências sobre a qualidade da água nas áreas adjacentes, possibilitando a adoção imediata de medidas de controle operacional, caso sejam identificadas condições desfavoráveis à dispersão dos sedimentos em direção às áreas de uso de pesca.
Em relação às obras de dragagem, o empreendimento foi estruturado em duas fases: a primeira, que contempla a dragagem de manutenção de materiais de baixa resistência (areia, silte e argila), correspondendo a aproximadamente 76% do volume total previsto; e a segunda, que abrange a dragagem de materiais de maior resistência.
A primeira etapa possui todas as autorizações necessárias exigidas pelos órgãos competentes, que incluem a CPRH, por meio da Nota Técnica nº 14/2026 – ULGC/DLAM, e a Capitania dos Portos de Pernambuco, por meio do Ofício nº 20-243/CPPE/MB. Para a execução da segunda etapa, foram realizadas sondagens rotativas, recentemente concluídas, que permitiram definir o parque de equipamentos mais adequado para o material de maior resistência, cujos projetos básico e executivo encontram-se em fase final de elaboração e serão submetidos à análise e aprovação dos órgãos competentes.
A administração portuária ressalta, ainda, que essas sondagens rotativas da segunda fase têm finalidade exclusivamente técnica, destinando-se à caracterização da dureza do solo e à definição dos equipamentos apropriados para a dragagem, não representando nenhum impedimento à execução da primeira fase do empreendimento.
Por fim, vale destacar que o serviço de dragagem também contribui com maiores fluxo e velocidade de escoamento das águas dos estuários dos rios e que, considerando que a grande maioria desses rios e canais que cortam a Região Metropolitana do Recife (RMR) desaguam no Porto do Recife, auxilia de forma significativa na contenção e redução dos alagamentos na capital pernambucana.
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