Kari Santos questiona líder do Governo na porta da Compesa sobre concessão

Jamildo Melo | Publicado em 14/10/2025, às 07h43 - Atualizado às 07h56

Kari Santos aborda deputada Socorro Pimentel, líder do governo na Alepe - Divulgação
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Na manhã desta segunda-feira (13), primeiro dia da greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Compesa, a vereadora Kari Santos (PT) esteve em frente à sede administrativa da empresa, onde um grande grupo da categoria se concentrou em defesa de reajuste salarial e contra o processo de privatização da companhia.

Durante a mobilização, a parlamentar presenciou a passagem da deputada estadual Socorro Pimentel (União Brasil), líder do Governo Raquel Lyra, pelo local.

A deputada entrou com o carro na sede administrativa, passando pela categoria em greve, mas evitou se dirigir aos manifestantes.

A vereadora Kari Santos disse que aguardou a saída da deputada para cobrar, pessoalmente, um posicionamento da base governista sobre a privatização da Compesa.

"O tema vem gerando forte resistência entre os trabalhadores e entidades sindicais".

“Não dá para quem representa o governo se esconder do debate. A população precisa saber quem está do lado dos trabalhadores e quem está do lado da entrega do patrimônio público”, afirmou a vereadora, em informe ao site Jamildo.com.

Kari diz que acompanha a luta dos compesianos há três anos e reforçou apoio à categoria, criticando a tentativa do governo estadual de levar adiante o processo de privatização.

“Estamos falando de uma empresa essencial para a vida das pessoas, que cuida da água e do saneamento. Privatizar a Compesa é colocar esse serviço nas mãos do lucro e não do povo”, afirmou a aliada de João Paulo (PT).

Sem previsão de demissões na Compesa

O projeto de concessão parcial da Compesa, anunciado em dezembro de 2024 e com edital publicado em setembro de 2025, prevê a transferência dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto para a iniciativa privada por 35 anos, mantendo a estatal responsável apenas pela captação, tratamento e adução da água.

O modelo, estruturado com apoio do BNDES, divide o estado em dois blocos — RMR-Sertão (160 cidades) e Pajeú (24 municípios) — e prevê investimentos privados de R$ 19 bilhões, com meta de universalizar o acesso à água até 99% e ao esgoto até 90% da população até 2033, conforme o Marco Legal do Saneamento.

O leilão está marcado para dezembro de 2025, com critério híbrido que combina ágio e desconto na tarifa de água, podendo chegar a 5%, sem previsão de demissões na Compesa.

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