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Fim de ano anima bares e restaurantes de Pernambuco: 77% esperam faturar mais

Jumariana Oliveira | Publicado em 03/11/2026, às 17h52 - Atualizado às 18h24

Segundo a pesquisa, 60% dos empresários esperam faturar até 10% a mais que no mesmo período do ano anterior - Agência de notícias/Abrasel
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As festividades de fim de ano têm gerado expectativa positiva para os donos de bares e restaurantes de Pernambuco. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizado no Estado entre os dias 13 e 20 de outubro, 77% do empresariado do setor considera que as festas de fim de ano devem promover aumento no faturamento.

Na mesma pesquisa, foi possível identificar que 60% dos entrevistados esperam faturar até 10% a mais que no mesmo período do ano anterior. Além disso, 23% pretendem contratar novos funcionários para esta época do ano, com a finalidade de suprir o aumento da demanda característica do final de ano.

“As festas de fim de ano trazem uma expectativa positiva, mas o empresário ainda enfrenta o desafio de recuperar as margens e equilibrar as contas. Esperamos que esse período ajude a fortalecer o caixa das empresas e abra espaço para novas contratações”, afirma Tony Sousa, presidente da Abrasel em Pernambuco.

Tony explica que a pesquisa identificou também alguns entraves para o setor de bares e restaurantes. Segundo o levantamento, 34% dos estabelecimentos tiveram lucro em setembro, enquanto 38% têm pagamentos em atraso.

Em agosto, os números indicam melhor desempenho. Naquele mês, 40% dos bares e restaurantes apresentaram lucro, seis pontos percentuais a mais que em setembro. Em setembro, 24% indicaram prejuízo; em agosto, esse percentual foi de 18%.

“Os números mostram que o movimento precisa se traduzir em resultado: apenas 34% dos bares e restaurantes de Pernambuco tiveram lucro em setembro, e 38% estão com contas em atraso”, avalia Tony Sousa.

Em relação a agosto, 30% dos estabelecimentos pernambucanos registraram aumento no faturamento, 23% mantiveram estabilidade e 47% apontaram queda. No Brasil, as proporções foram de 28%, 28% e 44%, respectivamente.

A pesquisa também aponta as principais dívidas em atraso dos estabelecimentos. As mais citadas foram impostos federais (78%) e tributos estaduais (66%), seguidos por encargos trabalhistas e dívidas bancárias (41% cada). A pergunta admitia mais de uma resposta, por isso a soma ultrapassa 100%.

 

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