Boulos aposta em escala 6x1 e aplicativos para 'reaproximar' Lula de trabalhadores

Jamildo Melo | Publicado em 11/05/2026, às 17h13 - Atualizado às 17h27

O ministro Guilherme Boulos sabe que pauta mexe com milhões de trabalhadores brasileiros e promete forte disputa no Congresso - Divulgação
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, será o entrevistado do programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (12), a partir das 8h. Durante conversa com rádios e portais de notícias de várias regiões do país, o ministro vai detalhar o andamento de pautas consideradas prioritárias pelo Governo Federal, como o fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Entre os temas centrais da entrevista está a proposta enviada pelo presidente Lula ao Congresso Nacional para reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso remunerado e proibir redução salarial.

O projeto tramita em regime de urgência constitucional e pode beneficiar cerca de 37 milhões de trabalhadores brasileiros. Mas ano de eleição é complicado que a oposição aceite a bondade com o trabalhador, ajudando o petista a ter discurso com os trabalhadores.

A proposta do fim da escala 6x1 é tratada pelo Governo Federal como uma medida para ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, fortalecer o convívio familiar e reduzir problemas relacionados ao excesso de jornada.

Segundo o governo, jornadas mais equilibradas também podem melhorar a produtividade e diminuir afastamentos e rotatividade no mercado de trabalho. Parte do empresariado reclama de dificuldade para implantar.

Durante a entrevista, Guilherme Boulos também deve abordar a campanha nacional “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, lançada pelo Governo Federal para defender a redução da jornada sem cortes salariais. A mobilização está sendo divulgada em televisão, rádio, internet, cinema e redes sociais.

Outro destaque da entrevista será o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, já reportada pelo site Jamildo.com, com bastidores.

O governo estima que cerca de 2,2 milhões de brasileiros atuem em plataformas digitais de transporte e entrega, como Uber, 99, iFood e InDrive.

Entre as reivindicações em discussão estão a definição de remuneração mínima para entregadores, transparência nos algoritmos utilizados pelas plataformas, fim das entregas agrupadas e garantia de acesso à Previdência Social. As propostas ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional.

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