Jamildo Melo | Publicado em 22/04/2026, às 16h12 - Atualizado às 16h25
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que a prefeita de Olinda, Mirella Almeida, supostamente não apresentou dados obrigatórios ao órgão.
Segundo o TCE, a prefeita não enviou ao TCE dados referentes ao sistema "Remessa TCEPE - Receitas e Despesas".
A informação do TCE é que os dados são referentes ao período de fevereiro de 2026.
O sistema "Remessa TCEPE - Receitas e Despesas" é uma ferramenta eletrônica do TCE, implementada em 2024, para a coleta diária de dados orçamentários e financeiros dos jurisdicionados (órgãos públicos estaduais e municipais). Ele visa aumentar a celeridade e transparência na fiscalização.
A prefeita Mirella Almeida foi notificada para regularizar o envio de dados, no prazo de cinco dias úteis.
Caso não faça a regularização, segundo a legislação do TCE, a prefeita pode ser multada, em auto de infração.
A notificação foi assinada pelo presidente do TCE, conselheiro Carlos Neves, em 16 de abril.
A intimação já foi publicada no Diário Oficial.
Mirella Almeida consolidou seu nome na política pernambucana ao se tornar a pessoa mais jovem a assumir a Prefeitura de Olinda. A gestora de 32 anos é graduada em Marketing e possuindo especialização em Gestão Pública.
Antes de disputar o cargo máximo da cidade pelo PSD, com apoio da governadora Raquel Lyra, Mirella atuou na linha de frente da gestão de seu antecessor e padrinho político, o Professor Lupércio. Entre 2021 e 2023, ela comandou secretarias estratégicas.
Fica aberto o espaço no site Jamildo.com para a Prefeitura de Olinda, caso queira acrescentar novas informações sobre a notificação do TCE.
Um dos pontos mais graves já levantados pelo Tribunal, envolveu contratações temporárias em larga escala na educação e em outras áreas essenciais, com questionamentos sobre possível substituição indevida de concursados. Esse tipo de prática, quando recorrente, pode ferir o princípio do concurso público e gerar determinações do TCE para correção imediata.
Além disso, o TCE também já apontou falhas em licitações e na execução de contratos de serviços urbanos, com riscos de prejuízo ao erário — situações que, em alguns casos, levam à suspensão de processos ou à exigência de ajustes por parte da gestão municipal.
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