Marco Aurélio Filho aciona MPPE contra Compesa por falta de água no Recife: “não se pode cobrar sem entregar o serviço”

Plantão Jamildo.com | Publicado em 27/04/2026, às 20h38

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O vereador do Recife Marco Aurélio Filho (PV), protocolou nesta segunda-feira (27) uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), apontando falhas no abastecimento de água em bairros da Zona Norte da capital.

A iniciativa pede a abertura de procedimento investigatório para apurar a regularidade do serviço prestado em áreas como Água Fria, Alto José do Pinho, Linha do Tiro e Morro da Conceição. Segundo o parlamentar, moradores dessas localidades relatam períodos prolongados sem fornecimento, que variam de semanas a meses.

Durante discurso na Câmara Municipal do Recife, Marco Aurélio Filho citou casos de desabastecimento contínuo, incluindo registros de até um ano sem água em trechos de Água Fria. Também foram mencionadas interrupções de cerca de três meses no Alto José do Pinho, quase 30 dias na Linha do Tiro e mais de dois meses no Morro da Conceição, com relatos pontuais de duração semelhante a um ano. O vereador afirmou que a situação afeta principalmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Realizamos uma audiência pública em 2023 sobre o desabastecimento nas áreas periféricas do Recife. Pelo que estamos vendo, de lá para cá não houve mudança e o calendário apresentado não está sendo cumprido. Não se pode cobrar tarifa e não entregar o serviço”, declarou.

No documento encaminhado à ouvidoria do MPPE, sob responsabilidade da promotora Maria Lizandra Lira de Carvalho, o parlamentar solicita, além da investigação, a suspensão da cobrança da tarifa mínima durante períodos comprovados de falta de água. ,

Também pede que a Compesa apresente informações detalhadas sobre cronogramas de abastecimento e medidas para regularização do serviço, bem como a atuação da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) para eventual aplicação de sanções.

O vereador também afirmou que moradores têm recorrido a alternativas como compra de água, uso de poços e armazenamento improvisado. “A falta d’água obriga famílias a buscar soluções alternativas, muitas vezes sem segurança. Serviço está sendo pago e a água não chega”, disse.

Compesa Ministério Público

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