Plantão Jamildo.com | Publicado em 23/01/2026, às 16h45
Pernambuco ampliou em 10,64 pontos percentuais a participação das classes A, B e C entre 2022 e 2024, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). A parcela da população nessas faixas de renda passou de 50,63% para 61,27% no período, considerando famílias com rendimentos acima de quatro salários mínimos.
O estudo aponta que o avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da renda do trabalho e pela articulação de políticas públicas voltadas à população de baixa renda. Entre os fatores citados estão programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de ações de acesso à educação, qualificação profissional e crédito.
Ao comentar os dados, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que os resultados refletem um movimento de mobilidade social. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, disse.
Em âmbito nacional, a pesquisa da FGV indica que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no mesmo intervalo de tempo. O avanço corresponde a um crescimento de 8,44 pontos percentuais no país, seguindo a mesma tendência observada em Pernambuco.
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