APAC prevê que El Niño deve aumentar calor e reduzir chuvas em Pernambuco entre agosto e outubro

Otávio Gaudêncio | Publicado em 29/07/2026, às 08h25

- Yacy Ribeiro/Secom
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A Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC) divulgou, na terça-feira (28), a expectativa climática para os meses de agosto, setembro e outubro deste ano. 

O informativo do órgão prospecta um cenário de chuvas abaixo da média no Leste de Pernambuco — que abrange o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife (RMR) — com temperaturas acima da média histórica esperada para esta época do ano em todo o território.

Mesmo com a expectativa de chuvas reduzidas para a região Leste do estado, o mês de agosto ainda pode registrar pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte, concentradas em poucos dias, principalmente no litoral. A APAC ainda prevê que o mês de outubro registre chuvas de 50 milímetros em todas as regiões de Pernambuco.

O estudo é baseado em consenso da reunião de análise e previsão climática para o Nordeste, feita entre a agência, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Sergipe (SEMAC/SE), dos Centros Estaduais de Meteorologia da região, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Acumulado de 2026

Entre os dias 1 de janeiro e 30 de junho, os relatórios da APAC registraram grande variabilidade temporal e espacial, com os maiores índices de chuvas acontecendo na Mata Norte e na RMR. Os maiores volumes aconteceram nos meses de fevereiro, abril e maio.

Apesar da variância, a agência afirma que os índices permaneceram dentro do padrão esperado na maior parte do estado. 

El Niño

Segundo a APAC, o cenário climático global deve se intensificar nas próximas semanas com o fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial. O evento deve assumir nível moderado, podendo escalar a intensidade a partir de outubro. 

"A maioria dos modelos aponta condições de neutralidade do fenômeno Dipolo do Atlântico (principal sistema responsável pelas chuvas no Norte e parte do Nordeste do Brasil) com o Atlântico Norte mais aquecido que o Atlântico Sul", aponta a APAC.

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