Ronaldo Caiado diz que PSD terá palanque próprio em Pernambuco nas eleições

Declarações de Caiado e Kassab falam sobre liberdade dos diretórios estaduais do PSD para alianças nas eleições de 2026

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 20/05/2026, às 15h27

Imagem Ronaldo Caiado diz que PSD terá palanque próprio em Pernambuco nas eleições

Caiado afirmou que PSD terá palanques próprios nos estados

Ex-governador defendeu autonomia regional para alianças eleitorais

Kassab já autorizou governadores do partido a definirem apoios locais

PSD teve três pré-candidatos à Presidência da República para 2026

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (20) que o PSD pretende montar palanques próprios nos estados para sustentar sua candidatura presidencial em outubro. A declaração foi dada após discurso na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, e ocorreu em meio às discussões sobre os arranjos políticos em Pernambuco envolvendo sua correligionária, a governadora Raquel Lyra (PSD).

Ao comentar a estratégia eleitoral do partido, Caiado disse que os diretórios estaduais terão autonomia para construir alianças locais. Segundo ele, a direção nacional do PSD deverá organizar os apoios regionais em torno de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

O PSD construirá palanque em todos os estados da Federação em uma candidatura independente no sentido de romper esse processo que está levando o brasileiro cada vez mais a desacreditar da política. Essa independência foi dada a cada estado da Federação. O PSD nacional saberá construir o palanque do candidato Ronaldo Caiado no estado de Pernambuco”, afirmou.

Raquel tem aval de Kassab

Gilberto Kassab e Raquel Lyra, no ato de filiação ao PSD

Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab já declarou publicamente que os governadores da legenda terão liberdade para definir seus posicionamentos nas eleições presidenciais de 2026. A manifestação foi feita em entrevista à GloboNews, em janeiro.

A posição abre espaço para que Raquel Lyra possa apoiar uma eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo diante da possibilidade de o PSD lançar candidato próprio ao Planalto.

A governadora, inclusive, já conversou com Lula sobre uma possível declaração de apoio, desde que o petista mantenha-se neutro no estado, diante do adversário João Campos (PSB), principal adversário da disputa.

Segundo Kassab, a legislação eleitoral permite composições estaduais entre partidos que estejam em campos diferentes na disputa presidencial. Ao comentar cenários de alianças cruzadas, ele citou como exemplo o Rio de Janeiro, onde o PT pode apoiar o prefeito Eduardo Paes em eventual disputa estadual.

A lei permite. Se o PT estiver apoiando Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, por exemplo, por que ele não vai no palanque do candidato petista, que tem o Lula como candidato e ele como candidato ao governo do estado? Isso não é ilegal”, declarou Kassab.

Outro integrante do PSD que já se posicionou sobre a sucessão presidencial foi o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri. Em entrevista, ele afirmou que deverá apoiar a reeleição de Lula em 2026, apesar de reconhecer que  próprio partido terá nomes para a disputa nacional.