Oposição na Alepe pediu impeachment de Priscila Krause e da secretária de Saúde após suspeita de fraude em hospital ligado à vice-governadora
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 21/08/2026, às 07h53
Após o pedido de impeachment à vice-governadora Priscila Krause (PSD) por deputados estaduais do PSB, Raquel Lyra (PSD) defendeu sua companheira de chapa durante evento com apoiadores no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife.
Em cima de um trio elétrico e ao lado dos candidatos Túlio Gadêlha (PSD), Daniel Coelho (PSD) e Miguel Coelho (UB), a governadora defendeu a honra de Priscila Krause e mandou indireta para a oposição. "Tem gente que fala em democracia, mas quer ganhar no tapetão. A gente se encontra na urna, com a vontade livre do povo", disse.
Raquel Lyra ainda fez menção à declaração recente, quando disse que "cada ato de ódio, a gente vem com amor no coração... Cada ato de violência, uma entrega do Governo de Pernambuco". A gestora também negou a polarização na disputa política, ao afirmar que "querem nos dividir em torno de cores de bandeira e de partido".
O pedido de impeachment à vice-governadora também envolve a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti. A pauta foi protocolada na quarta-feira (19), pelos deputados estaduais Rodrigo Farias (PSB), Romero Albuquerque (PSB) e Sileno Guedes (PSB).
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro LTDA é o principal ponto do requerimento. Segundo os parlamentares, a unidade de saúde tem Jorge Branco, marido de Priscila, como principal sócio e administrador.
Entre os pedidos, os membros da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) apontam para relatórios de entes públicos que mostrariam prejuízo da unidade aos cofres públicos. Em nota, os filiados do PSB ainda afirmaram que suspeitam de que o hospital cometa fraudes em tratamentos de câncer e de hemodiálise.
O Governo de Pernambuco se posicionou sobre o caso e classificou a ação como de caráter político-eleitoral. Segundo a gestão, as acusações não correspondem aos fatos. Sobre os relatórios de entes públicos, a Secretaria de Saúde do Estado disse que acompanha o caso.