João Campos anunciou nas redes sua pré-candidatura ao Governo, em vídeo com trilha de Alceu Valença e referências simbólicas ao pai, Eduardo Campos
por Jamildo Melo
Publicado em 20/03/2026, às 10h23 - Atualizado às 10h56
João Campos deve anunciar, no Pina, sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco com discurso focado em “vontade de fazer” e melhoria da vida das pessoas.
A estratégia inclui comparar a gestão Raquel Lyra com os governos do PSB, especialmente em áreas como educação e saúde.
Aliados destacam entregas passadas, como escolas integrais, e criticam o baixo número na atual gestão, além de possíveis resultados negativos no SAEB.
Na saúde, o discurso deve apontar ausência de novas UPAs e questionar os resultados práticos do governo estadual, além de críticas à instabilidade administrativa.
Politicamente, o PSB aposta em alinhamento com Lula e avalia que ainda há espaço para articulações, inclusive com o PP, nos bastidores.
No evento em que anuncia sua disposição de disputar o governo do Estado, além da formação da chapa de senadores e vice, nesta sexta-feira, no Pina, o prefeito João Campos (PSB) deve fazer um discurso cuja tônica é apontar que não adianta apenas ter energia e disposição, mas vontade de fazer, atuando para melhorar a vida das pessoas.
Conforme os aliados socialistas, a comparação das ações do governo Raquel com as gestões do PSB será um dos ganchos.
A educação deve constar deste rol. João Campos deve enfatizar que Eduardo Campos fez 400 escolas integrais e Paulo Câmara, mesmo sem ajuda de Bolsonaro, entregou 200 delas.
"O Estado com dinheiro em caixa e Raquel entregou 3 escolas integrais. E em breve sai o SAEB e vai dar ruim para Pernambuco. O que já era esperado, uma vez que colocaram um cara financeiro para cuidar da pasta e ele não sabe cuidar do pedagógico", apontam aliados.
A saúde também deve estar no alvo, na mesma linha. "O governo Raquel não tem uma única UPA entregue. Onde essa gestão resultou em melhoras de fato para as pessoas".
No que toca a gestão, outra crítica possível seria a estabilidade na máquina estatal. "Foram 25 trocas no secretariado, em três anos".
No que toca a política partidária, o PSB parte da avaliação de que a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro não se reproduz em Pernambuco.
Com Lula se saindo melhor nas intenções de voto em Pernambuco, a melhor aposta seria uma chapa com o "cheiro de Lula".
"O PSB apoia Lula e vota em Lula. Tem um ministro de Lula que indicou o vice. Tem Humberto aliado de Lula, Marília defendendo Lula. Não tem divergência na hora do pedido de voto. Do outro lado, não se sabe o que vem."
Conforme apurou o site Jamildo.com, não se sabe se haverá uma sinalização para o PP de Eduardo da Fonte, mas nos bastidores fala-se que há tempo para conversas políticas e entendimento.