Mendonça Filho defende candidatura independente ao Senado, apoia Raquel Lyra e prega limites para o STF

2º entrevistado em sabatina no PodJá, Mendonça Filho diz que é o senador do coração de Raquel Lyra e rejeita que ministros do STF sejam intocáveis

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 29/08/2026, às 07h30 - Atualizado às 08h15

Mendonça Filho fala em microfone de Podcast sentado em cadeira
Mendonça Filho é o segundo candidato ao Senado a participar da sabatina do PodJá - Otávio Gaudêncio/Jamildo.com

O deputado federal e candidato ao Senado, Mendonça Filho (PL), afirmou que a sua candidatura independente ao Congresso Nacional irá representar os eleitores conservadores e liberais de Pernambuco e defende pautas alinhadas ao PL.

Em entrevista ao jornalista Jamildo Melo, no PodJá, o ex-ministro da Educação defendeu a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e criticou adversários que se aproximaram do governo estadual apenas após a subida dos índices de aprovação.

O parlamentar declarou que esteve ao lado de Raquel Lyra desde o segundo turno da disputa de 2022, inclusive durante os primeiros anos da gestão, período com  ajustes administrativos e dificuldades na comunicação.

"Quando veio o reconhecimento, os gatos de hotel se movimentaram na direção de dizer que iam acompanhar Raquel. Mas eu estava lá. Eu era uma pessoa presente, ao lado dela. Raquel tem mudado a vida das pessoas e eu tenho apoiado ela e serei o senador de Raquel Lyra. Eu tenho certeza que eu sou o senador do coração dela", afirmou o candidato.

O episódio completo com Mendonça Filho vai ao ar neste sábado, às 14h, no canal do Jamildo.com no YouTube. 

Punições duras e PEC da Segurança Pública

Mendonça Filho apontou a violência e o avanço do crime organizado como problemas do país. Para apresentar seus feitos, o deputado explicou as mudanças que constam no relatório da PEC da Segurança Pública, de sua autoria na Câmara dos Deputados, que retira a progressão de regime para líderes de facções e condenados por crimes contra mulheres e crianças.

"Cometer crime no Brasil sai muito barato para quem comete. E tem que pagar caro quem tira a vida de outra pessoa. A população não aceita mais isso. Não tem essa de roubar celular para tomar cervejinha e achar que isso é natural. Isso é incentivo ao crime e a gente tem que combater o crime", declarou.

O candidato defendeu a redução da maioridade penal para 16 e 17 anos em casos de crimes violentos, com cumprimento de pena em unidades separadas de adultos.

Regras e mandato para ministros do STF

Questionado sobre a relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), Mendonça defendeu a fixação de mandatos com tempo determinado para os ministros da Corte, entre 12 e 15 anos. Ele também sugeriu a exigência de quórum de três quintos no Senado para a aprovação de indicados aos cargos.

O deputado declarou que o Senado não pode abrir mão do seu papel constitucional de julgar pedidos de perda de mandato de magistrados.

"Para mim, nenhum ministro está imune a impeachment. Qualquer um ministro do Supremo Tribunal Federal está submetido à Constituição Federal, desde que você tenha os elementos que levem a isso. Nós tiramos dois presidentes da República por impeachment, Collor e Dilma. O que é que o ministro do Supremo Tribunal Federal pode estar fora dessa possibilidade? Não há intocáveis no Brasil", disse.

O parlamentar também criticou a decisão judicial que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL) de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando a restrição como contrária a princípios de humanidade.

Transnordestina e defesa da reeleição

Sobre as obras da ferrovia Transnordestina, Mendonça rebateu as críticas direcionadas ao governo anterior e apontou a lentidão de administrações federais passadas para concluir o ramal pernambucano até Suape. Ele afirmou que acompanhou a assinatura da ordem de serviço em 2006, ainda como governador, e cobrou ação política para a liberação de recursos.

O deputado também divergiu da proposta de encerramento da reeleição defendida por Flávio Bolsonaro. Mendonça sustentou que o formato de mandatos de quatro anos com direito a uma recondução é o sistema que mantém os políticos sob controle do eleitor.

PodJá em dose dupla na semana

Por conta das eleições de 2026, o PodJá passa a ser publicado duas vezes na semana. Na quarta-feira e nos sábados, sempre às 14h. 

Além de Marília Arraes (Solidariedade) e Mendonça Filho (PL), já entrevistamos o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). O episódio com Dudu da Fonte irá ao ar na quarta-feira, 02 de setembro.