Candidata ao Senado e ex-deputada federal afirmou que negociações por cargos e emendas dificultam avanço da proposta no Congresso
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 08/09/2026, às 16h47
Marília Arraes participou de sabatina promovida pela Fiepe nesta terça-feira (8).
Candidata afirmou que negociações no Congresso dificultam o avanço da PEC.
Coautora da proposta, Marília defendeu o fim da escala de trabalho 6x1.
Pedetista rebateu críticas do setor produtivo e associou a mudança à ampliação de direitos.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou nesta terça-feira (8) que a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 enfrenta resistência no Congresso Nacional em razão de negociações envolvendo cargos e emendas parlamentares. A declaração foi dada após a participação da pedetista em uma sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).
Na entrevista coletiva, ela criticou a atuação de parte dos parlamentares e defendeu mudanças na composição do Congresso Nacional. “Com esse Congresso e o Senado especificamente inimigo do povo a gente não tem como prever. É um Congresso que vive de barganha, de tentar achacar o Poder Executivo em troca de emendas ou de cargos, e isso tem que acabar. Por isso que me coloco como candidata a senadora, para que a gente possa ter um Congresso que de fato represente o povo brasileiro”, declarou.
Ao comentar as críticas de representantes do setor produtivo à proposta, Marília afirmou que a redução da jornada não deve ser tratada como uma ameaça à economia. Para sustentar a posição, ela comparou a discussão sobre o fim da escala 6x1 a períodos anteriores de ampliação de direitos trabalhistas e sociais.
“A escala 6 por 1 tem que acabar. É um modelo ultrapassado no Brasil. Diziam que ia quebrar o Brasil quando (se) aboliu a escravidão, quando se estabeleceram direitos trabalhistas como o 13º (salário) e férias, ou quando Arraes implementou o Acordo do Campo”, afirmou.
Segundo a candidata, a mudança na jornada poderia produzir efeitos positivos para os trabalhadores e para a atividade econômica. “O que a gente sabe é que o trabalhador vai ter mais direitos, vai ser menos adoecido e terá mais condições de produzir, gerar renda, consumir e sustentar a economia”, argumentou.