Lula Cabral se filia ao PDT e justifica saída do Solidariedade por aproximação do partido com Raquel

Lula Cabral assume vice-presidência estadual do PDT durante convenção nacional da legenda e fala sobre a importância de estar no palanque de João Campos

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 21/07/2026, às 09h05 - Atualizado às 10h31

Ao redor de diversas pessoas de vermelho estão Marília Arraes, Lula Cabral, João Campos, Batista Cabral, Pedro Campos e Carlos Costa sorrindo em pé. Lula, João e Pedro estão com os braços erguidos
Edson Holanda

O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, oficializou a filiação ao PDT na segunda-feira (20), durante a convenção nacional do partido, em Brasília. A mudança partidária encerra a trajetória do gestor no Solidariedade após a antiga sigla fechar aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD).

Ao lado de Marília Arraes, que assumiu a presidência da legenda em Pernambuco, Lula Cabral assumiu a vice-presidência estadual do diretório.

Durante o momento, o prefeito criticou o reposicionamento do antigo partido para reafirmar a aliança com a pré-candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

"O Solidariedade tomou outros rumos em Pernambuco, abandonando o projeto político da Frente Popular. Eu apoio o futuro governador João Campos e Marília Arraes para o Senado. Não poderia ficar em um partido que não apoia o nosso futuro governador", afirmou o gestor, que comunicou a decisão previamente ao presidente nacional da sigla, Paulinho da Força.

A mudança de rumo do Solidariedade para o grupo da governadora ocorreu em etapas ao longo do primeiro semestre.

Em março, o deputado federal Fernando Rodolfo (PRD) assumiu o comando da federação Renovação Solidária em Pernambuco, no mesmo período em que a deputada federal Maria Arraes e Marília Arraes trocaram de partido e os deputados estaduais migraram para o Podemos.

No dia 8 de junho, o presidente estadual da sigla, Edinázio Silva, anunciou o apoio à reeleição de Raquel Lyra. Mais de um mês depois, o prefeito oficializa a mudança de partido. 

A migração do grupo de Marília Arraes para o PDT pode ser uma oportunidade de reestruturação da legenda em Pernambuco, principalmente após a saída de Zé Queiroz, que migrou depois de mais de 30 anos na sigla. Com divergências ao longo dos anos, o partido perdeu grande parte da força que tinha no estado.

Marília migrou para o PDT como uma forma de se aproximar do grupo de João Campos. Como o Solidariedade também era uma legenda pequena, a mudança não traria grandes impactos na disponibilidade de recursos que a ex-deputada teria para sua campanha.