João Campos comenta sobre caso após CPI ser arquivada pelo presidente da Câmara do Recife. Prefeito afirma que relação com PT "é a melhor possível"
por Cynara Maíra
Publicado em 03/03/2026, às 12h26 - Atualizado às 13h02
Durante coletiva de imprensa no lançamento do Projeto Recife Antigo Vivo, o prefeito João Campos (PSB) falou sobre o arquivamento do pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre sua conduta no caso do concurso para Procuradoria do Recife.
O socialista afirmou que a "relação com o PT é a melhor possível" e que se reunirá com o presidente nacional do partido, Edinho Silva, na quarta-feira (04).
A declaração ocorreu após o presidente do PT Recife e então vereador Osmar Ricardo (PT) votar a favor do pedido de CPI para investigar a atuação de João Campos no caso do concurso.
Com a ação do petista, João Campos mudou o secretário de Direitos Humanos, Marco Aurélio Filho (PV). Como Osmar Ricardo atuava como vereador na suplência de Marco Aurélio, a alteração retirou o posto de vereador do petista.
Sobre a polêmica no concurso, o prefeito indicou que "o assunto foi superado" e afirmou que a pessoa que indicou o problema na mudança com o candidato com autismo teria sido convocado na Prefeitura do Recife e tomou posse.
"Estão tentando fazer espetáculo político. O presidente da Câmara já tratou disso, encaminhou o arquivamento de forma técnica. Estão fazendo espetáculo político em ano eleitoral e tem muita gente que deseja aparecer em ano eleitoral", indicou.
Após o vereador Thiago Medina (PL) conseguir 13 assinaturas para instaurar o pedido de CPI, o presidente da Câmara, vereador Romerinho Jatobá, arquivou o pedido ao alegar que o objeto da denúncia deixou de existir antes da solicitação, o que entendeu como a ausência de fato determinado.
Em resposta, o bolsonarista afirmou que irá recorrer da decisão de Romerinho e que haverá CPI "queira o PSB ou não".
Sem citar seu nome, João Campos disse que tratará de "uma nova candidatura a governo do estado que vai vir pelo PSB a pedido do presidente Lula", ele rejeitou citar qual seria o estado.
Leia também