Flávio Bolsonaro fala em cinco novas indicações ao STF e critica Moraes no Recife

Em ato de campanha no Recife, candidato criticou Lula, atacou Alexandre de Moraes e falou sobre futuras indicações para o Supremo

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 16/09/2026, às 20h50

Flávio Bolsonaro ao lado de aliados no Recife - Crédito: Charles Vieira/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro ao lado de aliados no Recife - Crédito: Charles Vieira/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro criticou o governo Lula durante ato de campanha no Recife.

Candidato afirmou que poderá indicar cinco ministros para o STF se for eleito.

Senador voltou a acusar Alexandre de Moraes de utilizar o cargo em benefício próprio.

Declarações ocorreram após pedido de vista de Flávio Dino suspender discussão no STF sobre o caso Banco Master.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda de campanha no Recife nesta quarta-feira (16). Em discurso antes de um comício no Cais da Alfândega, o senador direcionou parte das críticas ao ministro Alexandre de Moraes e falou sobre a possibilidade de novas indicações para a Corte em um eventual mandato.

Ao abordar a composição do STF, Flávio afirmou que o próximo presidente da República poderá indicar quatro novos ministros ao tribunal. Na avaliação do candidato, as futuras nomeações deveriam representar uma mudança em relação à atual composição da Corte. "A marca do governo Lula é incompetência e corrupção", afirmou Flávio, antes de questionar a possibilidade de o atual presidente indicar novos integrantes para o Supremo.

"Vocês estão vendo o nojo que está acontecendo em Brasília. Vocês imaginam o Lula indicando mais quatro Alexandres de Moraes aqui dentro? Ou quatro Flávios Dinos? Aquilo não é papel de ministro do Supremo. O Judiciário não é aquilo, o Supremo não é aquilo", declarou.

Na sequência, o candidato mencionou a atribuição constitucional do presidente de indicar ministros para o STF e afirmou que, caso seja eleito, poderá fazer cinco nomeações, considerando a saída de Alexandre de Moraes. "Essa é uma atribuição do presidente da República e, se Deus nos honrar, nós vamos poder colocar não quatro, mas cinco ministros, já contando com Alexandre de Moraes fora", disse.

Flávio também fez críticas específicas à atuação de Moraes. Sem apresentar, durante o discurso, detalhes sobre as acusações, o candidato afirmou que o ministro estaria utilizando o cargo em benefício próprio e mencionou a família do magistrado.

"Não dá para ter uma laranja podre como Alexandre de Moraes contaminando o ambiente, usando a caneta para enriquecer a família ao invés de zelar pela Constituição e garantir uma segurança jurídica. Todo mundo que precisa recorrer ao Judiciário precisa acreditar que vai ser uma decisão justa, e não é o que acontece hoje", afirmou.

As declarações ocorreram um dia após o STF suspender a análise de uma questão de ordem relacionada ao chamado caso Banco Master. Na sessão de terça-feira (15), o plenário discutia se duas petições relacionadas ao caso deveriam ser julgadas em conjunto. O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a análise. O mérito da Petição 16.662, que envolve relatório da Polícia Federal com informações relacionadas a Alexandre de Moraes, não chegou a ser examinado pelo plenário.

O caso tem origem em informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o STF, a Petição 16.662 se baseia em relatório da Polícia Federal que aponta supostos diálogos relacionados a Moraes. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade desse relatório. Uma segunda petição, a 16.704, trata de relatório de inteligência da PF sobre a condução do caso Master pelo ministro André Mendonça.

Na sessão, ministros também divergiram sobre a forma de tramitação dos processos. Parte da Corte defendeu que as petições fossem analisadas separadamente, enquanto outros ministros apoiaram o julgamento conjunto. O pedido de vista de Dino interrompeu a discussão sem uma decisão definitiva sobre a questão.