João Campos foi para exibição da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém e está em Bonito neste sábado (04). Objetivo é aumentar eleitorado no interior
por Cynara Maíra
Publicado em 04/04/2026, às 10h26 - Atualizado às 11h02
João Campos (PSB) escolheu o Agreste para o primeiro ato oficial como pré-candidato ao Governo de Pernambuco.
O socialista acompanhou a encenação da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém na sexta-feira (3), menos de 24 horas após o encerramento de seu ciclo à frente da Prefeitura do Recife. Campos chegou acompanhado de uma comitiva de aliados, lideranças políticas e familiares. A governadora Raquel Lyra (PSD) prestigiou o espetáculo na semana passada.
A ideia do político é focar esse período de pré-campanha no interior do estado, local que tem menor eleitorado.
Em fala com a imprensa, João Campos falou sobre o estabelecimento da Frente Popular, coligação que encabeça na eleição de 2026.
O pré-candidato enfatizou o desejo de replicar o modelo de gestão da capital no resto do estado.
"Fico feliz em fazer política juntando as pessoas. Foi assim que aprendi, foi assim que fiz no Recife e é assim que pretendo fazer em Pernambuco", afirmou o socialista.
João estava ao lado de Carlos Costa (Republicanos), pré-candidato a vice-governador, e de Marília Arraes (PDT), que compõe a chapa na disputa pelo Senado. O grupo também contou com a participação da deputada federal Tabata Amaral, esposa do socialista, e do atual prefeito do Recife Victor Marques.
A edição deste ano da Paixão de Cristo homenageia o centenário de Plínio Pacheco, que fundou a cidade-teatro.
João Campos aproveitou a ocasião para ressaltar o simbolismo religioso e a mensagem de renovação da data. "Poder começar a caminhada na Semana Santa traz um símbolo especial. Chegou a hora de andar os quatro cantos e que bom que a gente está começando aqui pelo Agreste", pontuou o ex-gestor.

A agenda no Agreste representa apenas a primeira etapa de um roteiro que deve seguir para o Sertão nos próximos dias.
João Campos planeja intensificar o contato com a população e lideranças regionais nas regiões do Agreste e Sertão para consolidar o palanque no interior.
A ideia é diminuir a desvantagem de João Campos com relação às regiões mais distantes da Região Metropolitana, locais em que Raquel tem maior base. Como governadora, a política tem maior facilidade de transitar por diferentes espaços, comparado a um prefeito do Recife.
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