"Eleição está encortinada por outros assuntos", diz João Campos sobre crise no STF

Candidato ao Governo de Pernambuco afirmou que crise institucional e outros temas desviam atenção das propostas na reta final da eleição

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 17/09/2026, às 14h46

João Campos participa de sabatina na FIEPE - Marlon Diego
João Campos participa de sabatina na FIEPE - Marlon Diego

João Campos afirmou que outros assuntos têm tirado espaço do debate sobre propostas.

Candidato defendeu Lula e disse acreditar em reação do presidente na reta final.

Pesquisa Quaest mostrou Flávio com 42% e Lula com 40% em cenário de segundo turno.

João defendeu investigações sobre a crise no STF dentro do devido processo legal.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou nesta quinta-feira (17) que o debate da eleição presidencial tem sido atravessado por temas que, na avaliação dele, desviam a atenção das propostas dos candidatos. A declaração ocorreu antes da sabatina promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife.

Ao comentar o cenário da disputa pelo Palácio do Planalto, João Campos defendeu a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse acreditar em uma reação do petista na reta final da campanha. “Eu acho que o presidente Lula vai ganhar a eleição. Ele tem uma experiência muito forte, tem liga com o povo, entende do Brasil como ninguém e com certeza vai construir uma caminhada crescente”, afirmou.

A avaliação ocorre após a divulgação de pesquisas que mostram uma disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de segundo turno. Levantamento Genial/Quaest divulgado na segunda-feira (14) apontou Flávio com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro.

Para João Campos, o debate eleitoral tem sido afetado por assuntos que não estão diretamente relacionados às propostas para o país. Ele afirmou que esse contexto pode prejudicar inicialmente a discussão sobre os programas dos candidatos, mas avaliou que Lula terá espaço para apresentar sua gestão e suas propostas na reta final.

“A eleição está encortinada por outros assuntos que tiram o foco do debate presidencial. Claro que isso leva a uma desvantagem inicial no debate. Não tenho nenhuma dúvida de que nessa reta final e também no segundo turno presidencial, o presidente vai ter a oportunidade de mostrar o que fez e o que está pronto para fazer”, declarou.

O candidato também comentou a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Sem detalhar medidas específicas, João defendeu que as questões em investigação sejam conduzidas dentro do devido processo legal e com garantia do direito de defesa.

“Eu lamento muito, enquanto cidadão, enquanto líder político também, que a gente veja essa grande confusão institucional instalada há pouco mais de 15 dias das eleições. E, na verdade, isso tira o foco do debate presidencial”, disse.

Segundo João Campos, temas como saúde, educação, segurança pública e saneamento deveriam ocupar maior espaço na discussão eleitoral. Ele afirmou esperar que as questões relacionadas à crise institucional sejam apuradas, mas defendeu que o debate volte às propostas para o país nos últimos dias da campanha.

“Espero que tudo isso seja apurado, que o devido processo legal seja concluído, mas que nessa retinha final as pessoas possam voltar a um debate sobre o Brasil”, afirmou.