Pesquisa encomendada pela Folha e TV Globo mostra vantagem do senador no limite da margem de erro na disputa eleitoral
por Redação Jamildo.com
Publicado em 08/10/2026, às 21h03
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro levantamento nacional do instituto Datafolha realizado após a consolidação do segundo turno da eleição presidencial de 2026.
A sondagem indica 52% dos votos válidos para o candidato do PL, contra 48% para o atual chefe do Executivo, o que representa uma vantagem de quatro pontos percentuais. Como a margem de erro estimada é de dois pontos para mais ou para menos, os dois postulantes encontram-se no limite técnico da margem de erro.
Realizada entre os dias 6 e 7 de outubro, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores em âmbito nacional e foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo em parceria com a TV Globo, sob o registro BR-02949/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nos votos totais — recorte que contabiliza os votos brancos, nulos e indecisos —, Flávio Bolsonaro registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 45%. Eleitores que declararam voto nulo ou em branco somam 5%, ao passo que 1% declarou indefinição a cerca de duas semanas da votação oficial.
O resultado do primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, reconfigurou as estratégias das duas candidaturas no cenário nacional.
A votação superou as projeções registradas pelo próprio instituto na etapa anterior.
Conforme noticiou o Jamildo.com em publicação de 25 de julho de 2026 (Datafolha: Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro em cenários de 1º e 2º turno após tarifaço dos EUA), o petista registrava liderança nos cenários testados na metade do ano.
Em publicação posterior, de 28 de setembro de 2026 (Lula marca 39%, e Flávio Bolsonaro chega a 34% na nova Quaest), a vantagem do presidente já apontava tendência de encurtamento na reta final da primeira etapa.
Com a abertura do segundo turno, a candidatura de Flávio Bolsonaro buscou ampliar alianças partidárias no centro e na direita, obtendo manifestações de apoio formal de legendas como o PP e o Republicanos.
Em paralelo, a campanha de Lula voltou os focos para a mobilização do eleitorado de menor renda e para a redução do índice de abstenção, que alcançou 21,08% dos eleitores aptos no primeiro pleito. A pauta econômica e trabalhista, a exemplo dos debates sobre a jornada de trabalho, deve ganhar centralidade na propaganda eleitoral do rádio e da televisão.A definição das urnas impõe desafios específicos às duas forças políticas regionais e nacionais.
No Nordeste, historicamente associado a margens expressivas favoráveis ao Partido dos Trabalhadores — como revelado no levantamento de 29 de maio de 2026 (Em Pernambuco, Lula abre 32 pontos sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial) —, o empenho das lideranças locais será determinante para sustentar o desempenho de Lula na região.
Ao mesmo tempo, a consolidação da candidatura da oposição projeta impactos diretos sobre a composição das bancadas federais e o alinhamento das forças partidárias para os próximos anos.