Aliado de João Campos aposta em ato de Lula para virada na reta final

Secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo afirma que caminhada do presidente pode influenciar próximas pesquisas em Pernambuco

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 29/09/2026, às 08h50

Rodolfo Loepert
Rodolfo Loepert

Danilo Cabral afirmou que o ato de Lula no Recife pode influenciar as próximas pesquisas em Pernambuco.

Aliado de João Campos disse que o socialista apresenta crescimento na disputa pelo Governo do Estado.

Cabral afirmou que a presença de Lula pode ampliar o apoio a João entre eleitores de menor renda.

Pesquisas recentes mostram João e Raquel dentro da margem de erro nos principais levantamentos.

O secretário-executivo do Ministério do Empreendedorismo, Danilo Cabral, afirmou na segunda-feira (28) que a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um ato de campanha no Recife pode influenciar as próximas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco.

Aliado do candidato da Frente Popular, João Campos (PSB), Cabral avaliou que a caminhada de Lula realizada na sexta-feira (25), no Centro do Recife, pode ampliar o desempenho do socialista na disputa contra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). A declaração foi dada em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha.

Segundo o secretário, João Campos tem apresentado crescimento nas pesquisas e a presença de Lula no Estado poderá contribuir para que o candidato do PSB passe a registrar percentual superior ao de Raquel nos próximos levantamentos.

“O povão está com João. O eleitorado de menor renda, que é o mesmo eleitor do Lula, também está com ele. Ainda tem o eleitor petista, 60% já estava com João. Isso tende a crescer com essa vinda do presidente”, afirmou.

Cabral também disse considerar que já ocorre uma mudança na trajetória dos dois principais candidatos nas pesquisas. Para ele, João estaria em uma curva de crescimento, enquanto Raquel apresentaria movimento contrário.

“As pessoas começam a assimilar o conjunto de informações que é disponibilizado, normalmente, 15 dias antes das eleições. O que a gente vê em Pernambuco, (uma vez que) as pesquisas estão apontando, é uma inversão nas curvas para a disputa local: João está em uma curva ascendente; Raquel, em uma descendente”, declarou.

Pesquisas eleitorais

O cenário citado por Cabral, no entanto, ainda aparece dentro da margem de erro nos levantamentos mais recentes. Na Quaest divulgada em 23 de setembro, Raquel tinha 41% e João, 39% das intenções de voto no primeiro turno, com margem de erro de três pontos percentuais. Na rodada anterior, de 8 de setembro, a governadora aparecia com 43%, contra 37% de João.

Já na pesquisa RealTime Big Data divulgada na segunda-feira (28), por sua vez, mostrou João Campos com 45% e Raquel Lyra com 43% no primeiro turno. A diferença também está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais. No segundo turno, o levantamento registrou 46% para João e 45% para Raquel, igualmente em empate técnico.