Pernambuco sobe 2 posições no ranking de competitividade dos estados e fica em 17º lugar no país

Pernambuco avançou em segurança pública e potencial de mercado, mas mantém índices baixos em capital humano e infraestrutura no ranking de competitividade

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 28/08/2026, às 10h05 - Atualizado às 10h17

Imagem Pernambuco sobe 2 posições no ranking de competitividade dos estados e fica em 17º lugar no país

Posição geral: Pernambuco subiu duas posições e atingiu o 17º lugar nacional no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, ficando em quinto no Nordeste.

Melhores avanços: O estado subiu nove colocações em Potencial de Mercado (17º) e alcançou a sua melhor marca histórica em Segurança Pública (17º).

Educação e gestão: Pernambuco obteve o primeiro lugar do país em Avaliação da Educação e a quarta posição em serviços digitais e frequência no ensino fundamental.

Pontos de alerta: O estado recuou em Infraestrutura (15º), Inovação (11º) e Sustentabilidade Ambiental (20º).

Gargalo no emprego: A área de Capital Humano ficou em 25º lugar, puxada pela última colocação do país (27º) em inserção econômica dos cidadãos no mercado.

Liderança nacional: Santa Catarina ultrapassou São Paulo e assumiu a ponta do ranking brasileiro, enquanto o Ceará lidera a região Nordeste na 11ª posição.

Pernambuco subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados 2026 e alcançou o 17º lugar nacional, segundo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento analisa as 27 unidades federativas a partir de 100 indicadores divididos em dez áreas temáticas. No índice de 2025, Pernambuco ficou na mesma posição de 2024

Apesar da melhora, na divisão regional, o estado ocupa a quinta colocação dos nove estados do Nordeste.

Entre as áreas com avanço, o pilar de Potencial de Mercado subiu nove posições e chegou ao 17º lugar no país. O cálculo considera o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB), o crescimento econômico e a capacidade de expansão da mão de obra.

Outro ponto de melhoria foi a Segurança Pública , que ficou em 17º lugar nacional; melhor resultado do estado na série histórica do levantamento. No indicador que mede os registros de violência sexual por 100 mil habitantes, Pernambuco obteve o terceiro lugar no país e o segundo no Nordeste.

Na Educação, o estado ocupa a 12ª colocação geral do país, com a primeira posição nacional em avaliação educacional e o quarto lugar na taxa de frequência de crianças e adolescentes no ensino fundamental.

"Os resultados refletem indicadores relacionados à gestão pública e às diferentes dimensões contempladas. A análise dessas informações contribui para o acompanhamento de políticas públicas, permitindo a identificação de desafios e oportunidades de aprimoramento dos serviços oferecidos à população", disse o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.

Desempenho nos pilares e principais gargalos

Nas contas públicas, Pernambuco ficou em 12º lugar em Solidez Fiscal e obteve a liderança do Nordeste em planejamento orçamentário. Em Eficiência da Máquina Pública, o estado subiu para a 14ª colocação nacional; o quarto lugar do país na oferta de serviços públicos digitais.

Apesar disso, o relatório apontou perdas de posição em áreas de infraestrutura e meio ambiente:

  • Infraestrutura: caiu quatro posições e passou para o 15º lugar no país.

  • Inovação: recuou uma posição, ficando na 11ª colocação nacional, embora mantenha o segundo lugar do país em pesquisa científica.

  • Sustentabilidade Ambiental: perdeu uma colocação e ocupa o 20º lugar, apesar de registrar o quarto melhor índice do Brasil em recuperação de áreas degradadas.

  • Sustentabilidade Social: permaneceu na 21ª colocação nacional, com avanço no indicador de redução da mortalidade materna, em quarto lugar no país.

O pior resultado de Pernambuco ocorreu em Capital Humano, em que o estado ocupa a 25ª posição nacional. O principal problema seria a absorção de trabalhadores, já que o PE fica na última posição do Brasil em inserção econômica da população.

Mudança no topo nacional e quadro no Nordeste

Na disputa pelo topo, Santa Catarina assumiu o primeiro lugar do ranking nacional pela primeira vez, superando São Paulo após 14 anos consecutivos de liderança. O desempenho catarinense seria pelas melhorias nos índices de segurança, qualificação de mão de obra e baixa taxa de desemprego. Paraná e Rio Grande do Sul ocupam o terceiro e o quarto lugares gerais.

No Nordeste, o Ceará alcançou a 11ª colocação geral e mantém a liderança regional da competitividade. O Piauí atingiu a 19ª posição, o melhor resultado de sua série histórica. Pernambuco permaneceu no bloco intermediário como o quinto colocado entre os nove estados nordestinos.