Mercado imobiliário de Pernambuco vendeu 1.543 unidades em agosto, enquanto Selic caiu para 13,75% ao ano em setembro
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 29/09/2026, às 11h43
Vendas de imóveis novos cresceram 60,2% entre junho e agosto em Pernambuco.
Foram comercializadas 1.543 unidades em agosto, alta de 49,5% ante julho.
VGV chegou a R$ 905,76 milhões, com crescimento mensal de 47,4%.
Pesquisa da FIEPE e da BCB Inteligência reuniu 493 empreendimentos em 12 municípios.
As vendas de imóveis novos em Pernambuco aceleraram nos últimos meses, em um período marcado pela redução da taxa básica de juros. O número de unidades comercializadas passou de 963 em junho para 1.032 em julho e chegou a 1.543 em agosto, alta de 60,2% em relação ao primeiro mês do período.
Os dados são do Índice de Velocidade de Vendas de Imóveis Novos (IVV), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) em parceria com a BCB Inteligência. Na comparação com agosto de 2025, o número de imóveis vendidos cresceu 18,9%. Em relação a julho deste ano, o avanço foi de 49,5%.
O IVV Geral alcançou 8,6% em agosto, aumento de 2,6 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 905,76 milhões, crescimento de 47,4% na comparação mensal.
O resultado ocorreu ao mesmo tempo em que o mercado registrou maior volume de lançamentos. Foram colocadas à venda 991 novas unidades em agosto, alta de 72% em relação a julho. A oferta disponível chegou a 18.132 imóveis.
O levantamento considerou informações de 493 empreendimentos, 157 construtoras e 12 municípios pernambucanos.
A trajetória dos juros é apontada pelo setor como um dos fatores que podem influenciar as condições de crédito e financiamento imobiliário. Desde março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu gradualmente a Selic, que estava em 15% ao ano no início de 2026. A taxa passou para 14,75% em março, 14,50% em abril, 14,25% em junho e 14% em agosto. Em setembro, houve novo corte, para 13,75% ao ano.
Para o economista da FIEPE Cézar Andrade, a redução da taxa básica pode contribuir para um ambiente mais favorável ao mercado imobiliário, principalmente no médio e no longo prazo.
“O mercado imobiliário é bastante sensível às condições de crédito. À medida que a Selic recua, abre-se espaço para uma redução gradual do custo dos financiamentos, o que melhora a capacidade de compra das famílias e pode estimular decisões que, antes, estavam sendo adiadas. Ainda é um processo em curso, mas a continuidade da queda dos juros tende a favorecer o setor”, afirmou.