Confiança do empresário industrial pernambucano avança em março e reforça cenário de otimismo. Fiepe defende ações para sustentar o crescimento
por Jamildo Melo
Publicado em 27/03/2026, às 09h49 - Atualizado às 09h57
Confiança da indústria em Pernambuco cresce em março e atinge 54,2 pontos, mantendo-se em nível de otimismo.
O resultado reflete melhora nas expectativas e sinais de recuperação da economia local.
No Brasil, o índice recuou para 46,6 pontos, indicando cautela no setor industrial.
O componente de expectativas puxou a alta no estado, enquanto as condições atuais ainda mostram desafios.
Para a FIEPE, o cenário reforça a resiliência da indústria pernambucana, mas exige políticas para sustentar o crescimento.
A confiança do empresário industrial de Pernambuco voltou a crescer em março de 2026 e reforçou o descolamento do estado em relação ao cenário nacional. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 54,2 pontos, permanecendo na zona de otimismo (acima dos 50 pontos).
O resultado indica uma percepção mais positiva do ambiente econômico local, impulsionada principalmente pela melhora nas expectativas e por sinais de recuperação da atividade no estado.
Na prática, o indicador sugere que o setor produtivo pernambucano segue mais confiante para investir e ampliar a produção nos próximos meses.
No Brasil, o ICEI recuou para 46,6 pontos, mantendo-se abaixo da linha de neutralidade. O dado reflete um ambiente de maior cautela entre os industriais no cenário nacional.
O economista da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Cezar Andrade, disse que o desempenho reforça a resiliência da indústria local.
“O avanço da confiança em Pernambuco mostra que o empresário está mais otimista com o futuro, diante de sinais de recuperação da atividade econômica no estado”, afirma.
O principal motor do resultado foi o componente de expectativas, que atingiu 56,4 pontos. Segundo Andrade, o dado aponta para uma visão mais favorável do setor produtivo sobre os próximos meses.
“As expectativas mais elevadas indicam uma trajetória de crescimento, o que tende a estimular decisões de investimento e expansão da produção”, explica.
Apesar do avanço, o indicador de condições atuais segue abaixo da neutralidade, com 49,7 pontos. O número revela que o ambiente presente ainda impõe desafios para a indústria, especialmente em relação aos custos de produção e às incertezas do cenário macroeconômico.
No plano nacional, tanto o índice de expectativas quanto o de condições atuais registraram queda, reforçando um quadro de menor dinamismo da indústria brasileira.
Para o economista da FIEPE, os dados evidenciam a necessidade de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios.
“É fundamental avançar em medidas que sustentem esse nível de confiança, criando condições para que o empresariado continue investindo e gerando emprego e renda no estado”, conclui, em informe ao site Jamildo.com.