Crédito fundiário do BNB cresce 219% e beneficia 830 famílias com acesso à terra

Banco do Nordeste libera R$ 184 milhões para aquisição de imóveis rurais em 2025; em Pernambuco, investimento somou R$ 87 milhões para 336 famílias

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 07/01/2026, às 13h12

Pernambuco foi um dos estados de maior relevância nos resultados do programa. - Foto: Gabriel Gonçalves
Pernambuco foi um dos estados de maior relevância nos resultados do programa. - Foto: Gabriel Gonçalves

O Banco do Nordeste (BNB) registrou um crescimento expressivo na liberação de crédito fundiário em 2025. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (7), o volume de recursos saltou de R$ 57,6 milhões em 2024 para R$ 184,4 milhões no ano passado, representando uma alta de 219%.

Os recursos, provenientes do Fundo de Terras e da Reforma Agrária, possibilitaram que 830 famílias adquirissem unidades produtivas próprias na área de atuação da instituição.

O desempenho operacional do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) também refletiu no aumento da área adquirida. No total, foram incorporados 11.190 hectares ao patrimônio de agricultores familiares, uma extensão 81,8% superior à marca de 2024. O montante territorial equivale a aproximadamente 110 km², área comparável a um terço do território total da cidade de Fortaleza (CE).

Pernambuco foi um dos estados de maior relevância nos resultados do programa.

No território pernambucano, as contratações do PNCF somaram R$ 87 milhões, beneficiando diretamente 336 famílias. Em termos de área, o impacto local foi de 3.974 hectares destinados à produção agrícola familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a economia de municípios do interior.

Para o presidente do BNB, Wanger de Alencar, a expansão do programa é estratégica para o desenvolvimento social. "O imóvel rural, na agricultura familiar, representa área de plantio e criação que vão impulsionar o desenvolvimento econômico dessas pessoas", afirmou.

O banco atua como agente repassador do programa, que oferece linhas específicas como o PNCF Social, Jovem, Mais e Empreendedor, com taxas de juros que variam entre 0,5% e 4% ao ano.

Segundo o superintendente de Agronegócio do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado, a estratégia visa agilizar a inclusão produtiva e auxiliar na solução de conflitos agrários através da via institucional do crédito.

As regras do programa permitem o financiamento de até 100% do valor do bem, com teto de R$ 293 mil por beneficiário e prazo de pagamento de até 25 anos, incluindo 36 meses de carência. Para acessar o recurso, o agricultor deve apresentar projeto elaborado por entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) credenciada, além de documentação como a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro de Agricultor Familiar (CAF).

Nacionalmente, os números do BNB reforçam a capilaridade das políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A digitalização do pedido pelo sistema "Obter Crédito Fundiário" é apontada pelo banco como um dos facilitadores para o salto de 114% no número de famílias atendidas em relação ao exercício anterior.

Em Pernambuco, a expectativa é que o acesso à terra própria reduza o êxodo rural nas regiões do Agreste e Sertão. O banco disponibiliza em seu portal uma cartilha detalhando o fluxo de contratação para novos interessados, visando manter o ritmo de crescimento observado no último ano e expandir a base de produtores assistidos em 2026.