Como vai funcionar centro 60+ inaugurado em casarão histórico nas Graças

Centro de Convivência da Pessoa Idosa e praça 60+ são inaugurados nas Graças e atendem primeiros interessados, visando saúde e integração social

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 26/01/2026, às 11h11 - Atualizado às 12h03

Vereador e secretário Marco Aurélio Filho apresenta Centro de Convivência da Pessoa Idosa
Secretário Marco Aurélio Filho explica que o Centro de Convivência da Pessoa Idosa reúne serviços de saúde, cultura, educação e lazer no casarão histórico requalificado no bairro das Graças - Jamildo.com

O Recife ganhou um novo Centro de Convivência da Pessoa Idosa, instalado em um casarão histórico no bairro das Graças, integrado a uma praça pública voltada ao público 60+.

O equipamento funciona de domingo a domingo e pode atender até 150 pessoas por dia.

A estrutura reúne atividades de saúde, cultura, educação, esporte e inclusão digital.

Entre os serviços estão emissão de documentos, oficinas, alfabetização, práticas integrativas e academia ao ar livre.

A iniciativa busca ampliar o protagonismo social e a qualidade de vida da população idosa da cidade.

O secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife, Marco Aurélio Filho, disse, nesta segunda-feira, esperar que o Centro de Convivência da Pessoa Idosa e praça 60+, inaugurados nas Graças, na sexta-feira, sejam o carro-chefe da política de integração da terceira idade.

O espaço, um antigo casarão que atravessa um quarteirão na Rosa e Silva, foi doado ao poder público pela moradora, antes de falecer, depois de ter sofrido violência patrimonial por parte de cuidadores, em um processo acompanhado pelo Ministério Público do Estado.

"Na sala multiuso haverá cinema nos fins de semana. Durante a semana, teremos a primeira capacitação nacional do programa Alfabetiza 60+. Será o único centro de convivência que vai funcionar de domingo a domingo. A ideia é ajudar a tirar da exclusão social", explicou Marco Aurélio Filho.

Haverá aulas de danças e iniciação ao uso de instrumentos musicais. Salas de jogos para laser e como ajuda na memória.

Neste fim de semana, já aconteceu a primeira feira de artesanato 60+ com os trabalhos produzidos peloa participantes das oficinas oferecidas no local.

A cidade de São Paulo tem um centro, mas ele funciona em um galpão, e não tem um parque externo.

O parque abre às 17h30 e nas aulas externas não precisa de inscrições. Mas haverá inscrição para as oficinas regulares, como inserção para uso seguro de internet.

De tarde, depois das 17 horas, com sol mais ameno, haverá ginástica ao ar livre.

"De forma lúdica, queremos tirar o público 60+ do isolamento social, favorecendo ainda cognição, memória e mobilidade motora", explicou.

"No caso do atendimento no Centro de Direitos Humanos, recebemos demandas espontâneas de abuso, ou em parceria com o MP. Quase 90% das reclamações são de pessoas idosas".

Segundo o secretário, a iniciativa voltada ao público 60+ integra as políticas municipais de envelhecimento ativo e busca promover bem-estar, autonomia, convivência comunitária e protagonismo social das pessoas idosas.

O equipamento funciona de domingo a domingo, das 5h30 às 20h, com capacidade para atender até 150 pessoas por dia.

O público-alvo são moradores do Recife com 60 anos ou mais, especialmente aqueles em situação de isolamento social, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou vinculados a programas de transferência de renda.

O acesso pode ocorrer por demanda espontânea ou por encaminhamento da rede de proteção social.

Com 445 m² de área construída, o centro dispõe de salas de saúde, educação, jogos, dança, música, economia criativa, além de espaços multiuso e de convivência.

O imóvel, da década de 1920, passou por restauro estrutural, recuperação de fachadas, adequações de acessibilidade e modernização das instalações.

A área externa foi revitalizada e ganhou uma nova praça com equipamentos de lazer, área verde, espaço para eventos, parcão, playground, bicicletário e uma unidade da Academia Recife voltada exclusivamente à terceira idade.

Entre os serviços ofertados, estão acolhimento e orientação aos usuários; oficinas culturais, educativas e de memória; emissão de documentos civis básicos; capacitação em empreendedorismo com apoio à comercialização de produtos; inclusão digital e letramento tecnológico.

Haverá ainda programa de alfabetização para idosos; práticas integrativas em saúde; atividades físicas orientadas; curso de Libras; ações socioeducativas; feira semanal voltada à convivência e geração de renda; além de hortas terapêuticas e inclusivas com foco em saúde, sustentabilidade e integração social.

"A proposta é fortalecer a qualidade de vida da população idosa, prevenir situações de violência e ampliar o acesso a serviços, cultura, educação, saúde e oportunidades de participação ativa na cidade. As inscrições para cursos e oficinas serão feitas presencialmente, enquanto atividades coletivas e externas não exigem cadastro prévio", explicou o secretário Marco Aurélio Filho, ao site Jamildo.com.