Comissão da Alepe aprova mapeamento de áreas de risco em Pernambuco

Projeto engloba seis propostas de quatro deputados; Alberto Feitosa vai tentar acelerar tramitação para que o Plenário da Alepe vote a pauta nesta semana

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 06/05/2026, às 12h14

Comissão de Justiça da Alepe
Comissão de Justiça da Alepe - Giovanni Costa/ Alepe

A Alepe aprovou, em comissão, incluir o mapeamento de áreas de risco na política estadual de Defesa Civil.

A medida surge após fortes chuvas que deixaram mais de 9 mil pessoas fora de casa e causaram mortes.

Deputados destacam a importância de prevenção, com diagnósticos e obras de infraestrutura.

O texto também prevê alertas via SMS, radiodifusão e criação de sistema de acolhimento em desastres.

A proposta reúne projetos de vários parlamentares e deve ser votada em plenário ainda nesta semana.

Na reunião da terça-feira (6), a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) acatou a inclusão do mapeamento de áreas de risco no território pernambucano como um dos objetivos da Política Estadual de Proteção e Defesa Civil. 

O parecer acontece após o estado registrar fortes chuvas no último fim de semana, que resultaram em mais de 9 mil pessoas desabrigadas e desalojadas, além de seis mortes por deslizamento e por afogamento

"A gente viu que, muito mais do que mitigar os danos, é importante prevenir para que esses fatos não ocorram... O que mais faz falta são os diagnósticos, levantamentos e providências anteriores, como obras
de infraestrutura, saneamento básico e drenagem", disse o presidente da Comissão, Alberto Feitosa (PL)

O texto votado foi construído pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Alepe, a partir da reunião de seis propostas de quatro deputados: Antonio Coelho (União), Socorro Pimentel (PSD), Rosa Amorim (PT) e Renato Antunes (Novo). 

Além do mapeamento, os projetos dos parlamentares também estabelecem outras diretrizes: 

  • criação do Sistema de Enfrentamento e Acolhimento Cidadão em casos de desastres naturais; 
  • repasse de alertas de desastres à população pelos meios de radiodifusão regional;
  • obrigatoriedade de emissão de alertas de SMS classe 0 para eventos climatológicos com risco de desastre, pelas operadoras de telefonia móvel que operam em Pernambuco; e
  • obrigatoriedade de definição de critérios de risco de desmoronamento em áreas de morros e encostas.

Feitosa informou que vai trabalhar para que a tramitação da proposta seja acelerada para ser votada no Plenário ainda nesta semana. O líder do grupo ainda ressaltou que a Comissão está a dispor para votar decretos emergenciais que precisem do aval da Casa.